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Bolsonaro propaga informação falsa ao relacionar vacina a casos de Aids; especialistas reagem

Declaração do presidente durante live disseminou o boato sobre supostos relatórios do Reino Unido; conteúdo é falso

24/10/2021 - 14h43 - Atualizada em: 25/10/2021 - 16h35

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Redação
Por Redação DC
Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro
(Foto: )

É falso o boato que circula nas redes sociais sugerindo que pessoas totalmente vacinadas contra a Covid-19 no Reino Unido estariam desenvolvendo a Aids. O conteúdo falso ganhou força depois que o presidente Jair Bolsonaro leu um trecho dessa mensagem durante sua live semanal, na última quinta-feira (21).

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A mentira propagada pelo presidente causou reações de cientistas e pesquisadores, que desmentiram o fato. O portal G1, pelo projeto Fato ou Fake, e a agência de checagem Aos Fatos verificaram o conteúdo e constataram que ele é falso.

O Departamento de Saúde e Assistêcia Social do Reino Unido informou ao G1 que a publicação seria de um site que propaga fake news e teorias da conspiração. Pesquisadores ouvidos também relataram inconsistências no texto falso.

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Neste sábado (23), o comitê HIV/Aids da Sociedade Brasileira de Infectologia divulgou nas redes sociais uma nota reagindo contra a declaração de Bolsonaro que relacionou a vacina com a Aids. O texto afirmou que não se conhece nenhuma relação entre qualquer vacina contra a Covid-19 e o desenvolvimento da Aids.

A entidade também reforçou a importância de que pessoas que vivem com HIV/Aids sejam completamente vacinados contra Covid, inclusive com a terceira dose, aplicada 28 dias após a segunda.

No Twitter, especialistas como a microbiologista Natalia Pasternak se manifestaram. A pesquisadora reafirmou que “vacinas não causam Aids”.

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Histórico de informações falsas

Esta não é a primeira vez que o presidente propaga informações falsas questionando a eficácia e a segurança das vacinas contra Covid. Recentemente, Bolsonaro criticou os imunizantes ao afirmar que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tomou a vacina e mesmo assim contraiu a doença.

A vacina, conforme vem sendo argumentado desde o início da imunização, reduz o risco de contrair a doença, mas também a possibilidade de desenvolver sintomas moderados e graves – o que o ministro não relatou ter.

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