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Bombeiros buscam corpo de criança jogado em rio no RS; mãe confessou crime, diz polícia

Mãe disse não ter certeza se o menino estava morto quando o colocou na água, segundo a polícia

01/08/2021 - 14h08 - Atualizada em: 01/08/2021 - 14h22

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Folhapress
Por Folhapress
Rio Tramandaí, RS
Buscas pela criança foram retomadas no Rio Tramandaí neste domingo
(Foto: )

O Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul busca, desde quinta-feira (29), pelo corpo de um menino de 7 anos que foi jogado em um rio, na cidade de Imbé, litoral Norte do Estado. A mãe da vítima, uma mulher de 26 anos, confessou o crime, diz a polícia. As buscas foram retomadas neste domingo (1º).  

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A mãe do menino chegou a tentar registrar o desaparecimento da criança em uma delegacia, na quinta, alegando que ele estava desaparecido havia dois dias, mas acabou confessando que dopou o filho e jogou o corpo dele no rio Tramandaí, segundo a Polícia Civil do RS. Ela afirmou não ter certeza se o menino estava morto quando o colocou na água. 

As autoridades no caso descartam a possibilidade de que ele possa ser encontrado com vida. O crime teria ocorrido na madrugada de quinta, em meio a onda de frio intenso que provocou ocorrência de neve em vários municípios do RS e Santa Catarina.

— Ela estava fazendo o registro do desaparecimento, mas causou estranheza esperar dois dias para procurar a polícia. Ela alegou que viu no Google que tinha que esperar 48 horas e foi se contradizendo. A Brigada Militar a acompanhou até em casa, ela não aceitou que a polícia entrasse, o que causou desconfiança. Foram fatos que começaram a levantar suspeitas — diz o delegado Antônio Carlos Ractz Júnior, responsável pelo caso. — Ela acabou afinal por confessar o crime, que agredia a criança, que tinha uma relação difícil com a criança — afirma ele.

Ainda segundo a polícia, a mulher disse ter dado um antidepressivo ao filho, medicamento que era usado pela companheira dela, uma mulher de 23 anos. O envolvimento da madrasta no caso ainda está sendo investigado. 

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O delegado relata que o menino sofria castigos diários, dormia dentro de um guarda-roupas, às vezes, amarrado, e sofria tortura psicológica e física. À imprensa local, Antônio Júnior afirmou que o menino estava matriculado em uma escola, mas devido à pandemia de Covid-19, não tinha contato com colegas ou professores. 

O menino teria sido levado até o rio em uma mala de lona com rodinhas, de onde foi retirado e colocado na água – o objeto foi apreendido no local onde a família vivia há cerca de dois meses. Uma perícia foi realizada no endereço nesta sexta pelo Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP-RS). Vizinhos e familiares foram ouvidos pela investigação para apurar como era a relação da família. 

A mulher teria dito ainda à polícia que não tinha sentimento pelo filho e pretendia passar a guarda dele para a avó, mãe dela. O pai do menino nunca foi presente na vida dele, segundo a mãe, que alegou ainda ter sofrido violência sexual praticada pelo ex. 

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A mulher foi presa em flagrante na quinta e teve a prisão convertida em preventiva nesta sexta, depois de pedido apresentado pelo delegado do caso à Justiça. Ela foi levada a um presídio em Torres, também no litoral norte gaúcho. 

A Polícia Civil diz ainda que a mulher deve ser indiciada por ocultação de cadáver e homicídio qualificado, com agravante de ter sido cometido contra um descendente, que era menor 14 anos e não teve condições de se defender. 

O advogado da mulher, Bruno Vasconcelos, disse que a defesa não irá se manifestar a respeito dos fatos. 

— O inquérito ainda está em andamento, tem questões para serem apuradas, diligências para serem realizadas, então, até que se concluam algumas coisas, a defesa só irá se manifestar nos autos do processo — afirmou ele à reportagem.

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