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Candidato é expulso de curso da PM por ter histórico com tráfico de drogas em SC

Homem entrou com ação contra a PM, mas Justiça confirmou exclusão

12/02/2021 - 05h28 - Atualizada em: 12/02/2021 - 17h30

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Redação
Por Redação DC
Homem também tinha histórico de embriaguez ao volante e recusa de bafômetro
Homem também tinha histórico de embriaguez ao volante e recusa de bafômetro
(Foto: )

Um homem foi expulso do curso de formação da Polícia Militar de Santa Catarina, devido ao histórico com crimes de associação ao tráfico de drogas e embriaguez ao volante. A eliminação do candidato ocorreu na terceira fase do concurso, quando os participantes são submetidos à investigação social. A defesa do homem informou que vai recorrer.

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Bruno Borgert Mariano recorreu à Justiça, mas teve os pedidos de posse e nomeação negados, segundo decisão, porque suas condutas configuram falta de idoneidade moral e são incompatíveis com a instituição. 

Segundo informações da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), o candidato ajuizou ação contra o Comandante-Geral da Polícia Militar de SC, alegando que não foi notificado da eliminação do certame, nem obteve de pronto os motivos da desclassificação da etapa de investigação social. Através do processo, o homem conseguiu liminar parcial para participar das demais fases da formação.

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A PGE ingressou na ação e defendeu que a desclassificação estava devidamente motivada e fundamentada dentro dos limites previstos em edital e nas normas e procedimentos legais. Para a Procuradoria, a análise realizada durante o concurso destacou o envolvimento do concorrente em condições inadequadas para o exercício do cargo, diante das exigências específicas da carreira militar. Em sentença, o juiz confirmou a tese do Estado.

— Não seria de qualquer forma recomendável autorizar o autor a exercer função tão importante e sensível quanto a de policial militar, que tem por incumbência fiscalizar, entre outros, a convivência diária com infrações semelhantes àquelas cometidas pelo candidato — destacou o relator nos autos, desembargador Pedro Manoel Abreu.

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Em contato com o G1 SC, o advogado de Bruno afirmou que vai recorrer da decisão em instâncias superiores. Renan Cioff afirmou ainda que o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) já se mostrou favorável ao retorno dele em manifestação dentro do processo.

Procurada pela reportagem, o comando da PM reafirmou a decisão da Justiça e disse que não iria se manifestar.

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