A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) gravou um vídeo, na noite desta sexta-feira (22), após deixar o presídio feminino de Rebibbia, na Itália. Ela foi solta após a Corte de Cassação de Roma — última instância da Justiça italiana — anular decisão da Corte de Apelação que autorizava a extradição.

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No vídeo publicado pelo advogado Pieremilio Sammarco nas redes sociais, Zambelli comemora:

— Esse é o primeiro vídeo que eu faço em liberdade (…) Consagro a minha liberdade como uma vitória de Deus. Ele conseguiu, Ele deu força para nossos advogados e agora a gente está livre, graças a Deus, para continuar uma vida de missão — disse.

Veja o vídeo de Zambelli

Por que Zambelli foi solta?

Nesta sexta-feira, a Justiça da Itália aceitou um recurso da defesa da ex-deputada e rejeitou a decisão que autorizava a extradição, conforme o advogado.

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Na quarta-feira (20), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia solicitado que o Ministério da Justiça e o Itamaraty adotassem as providências necessárias para a extradição de Carla Zambelli.

Entenda o caso de Carla Zambelli

Dois pedidos de extradição tinham sido aceitos

Em abril, um pedido de extradição da ex-deputada havia sido acolhido pela Justiça italiana sobre a condenação por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. Em março, a Corte de Apelação da Itália já havia autorizado a extradição de Zambelli no caso de invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça.

As decisões, no entanto, ainda cabiam recursos, como foi feito.

Por que Zambelli estava presa?

A ex-deputada está presa na Itália desde 29 de julho. Ela tem cidadania italiana e deixou o Brasil após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, por envolvimento na invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, em 2023, em parceria com o hacker Walter Delgatti, que também está preso.

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Além disso, também foi condenada pelo STF por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, em episódio ocorrido em São Paulo, na véspera das eleições de 2022. A decisão resultou na perda do mandato parlamentar.