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Catarinense vive apreensão na Áustria após novo lockdown por alta nos casos de Covid

País decretou confinamento na segunda-feira (22) e a população só pode sair de casa por motivos essenciais

23/11/2021 - 07h19

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Joana
Por Joana Caldas
Caroline
Por Caroline Borges
Redação
Por Redação DC
Previsão é que confinamento dure pelo menos 10 dias
Previsão é que confinamento dure pelo menos 10 dias
(Foto: )

Após alta no número de casos de Covid-19, a Áustria adotou o lockdown pela quarta vez desde o início da pandemia. A medida passou a valer na segunda-feira (22) e a população só pode sair de casa por motivos essenciais. Morando há um mês no país, a catarinense Patrícia Weber, 29 anos, vive a apreensão com o novo confinamento. As informações são do g1 SC.

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— No meu trabalho, estava indo para o escritório todos os dias. A partir de segunda, todos os serviços não essenciais precisam ser feitos de casa, a não ser que eu tenha algum problema de conexão. Neste caso, tenho autorização para trabalhar no escritório — conta.

Além da alta nos casos, a Áustria também tem uma das mais baixas taxas de vacinação da Europa Ocidental. Antes de voltar ao lockdown nacional, o país já havia imposto um isolamento aos não vacinados.

A previsão do governo austríaco é que o lockdown dure pelo menos 10 dias. Segundo o chanceler da Áustria, Alexander Schallenberg, a partir de 1º de fevereiro de 2022 haverá uma exigência legal para que as pessoas se vacinem.

Apreensão com o isolamento

Natural de Florianópolis, Patrícia começou a trabalhar em outubro como coordenadora de efeitos especiais. Ela se diz apreensiva com o lockdown, após um mês convivendo presencialmente com os colegas.

— O confinamento cria ansiedade, cria dúvidas. A ajuda terapêutica é muito importante — disse.

O confinamento também interfere nas horas de lazer e nos encontros com a família. Patrícia mora na Europa desde 2018. Antes da Áustria, ela vivia na capital do Reino Unido. Já seus pais, moram em Palhoça, na Grande Florianópolis.

— Ano passado, meus pais tinham passagem para me visitar em Londres, mas não conseguiram vir. Consegui administrar uma viagem para o Brasil de um mês e viajar para ver a família. Mas está difícil de ver meu irmão. Ele também mora na Europa, mas em outro país — completa.

A alta nos casos na Europa também atrapalhou Patrícia de ver o irmão. Enquanto ele estava em Barcelona, na Espanha, ela não conseguiu visitá-lo por causa da alta no número de casos de Covid na cidade.

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