nsc
dc

Série de medidas

Cidades atingidas por ciclone em SC terão linha direta com Defesa Civil nacional

Agilidade no envio das informações irá auxiliar o Governo Federal a fazer levantamento sobre a quantidade de recursos necessários

03/07/2020 - 11h26 - Atualizada em: 03/07/2020 - 15h30

Compartilhe

Lariane
Por Lariane Cagnini
ciclone
Pelo menos 135 municípios registraram estragos, segundo Governo do Estado
(Foto: )

Os municípios que tiveram danos causados pelo ciclone que atingiu Santa Catarina terão uma linha direta com a Defesa Civil nacional. A intenção é agilizar o envio de informações sobre as necessidades de cada local, para que o Governo Federal definida os recursos a serem encaminhados para o Estado.

> "Não vai faltar recurso", diz senador sobre visita de Bolsonaro a SC após ciclone bomba

A informação foi repassada pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, na manhã desta sexta-feira (3). Ele está em Santa Catarina para acompanhar de perto os impactos do ciclone, e ver de que maneira o Governo Federal pode auxiliar. Lucas elogiou a estrutrutura da Defesa Civil Estadual e os planos de ação municipais.

- Santa Catarina é uma referência nacional por ser preparo e capacidade em responder seus desatres. Viemos até aqui para ficar à par e ver como o Governo Federal pode auxiliar. Não somente com recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional, mas também de outros órgçaos federais - explicou.

Neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro virá ao Estado para sobrevoar regiões atingidas. A primeira cidade será Governados Celso Ramos, uma das mais atingidas pelo ciclone bomba. Há previsão de que outras regiões entrem no roteiro, mas os detalhes ainda não foram repassados.

Por enquanto, o foco do Governo do Estado está em receber as demandas dos municípios, principalmente de ajuda humanitária, para atendimento imediato. O secretário da Defesa Civil do Estado coronel João Batista Cordeiro Júnior solicitou mais agilidade no envio desses dados, principalmente para a distribuilão de telhas, já que a previsão é de chuva para a segunda-feira (6). 

> 'Só via isso em cena de pós-guerra’, diz prefeito de Governador Celso Ramos sobre estragos do ciclone

- A questão de construção, estamos fazendo paulatinamente, entregando as solicitações a partir do momento em que se têm as informações, mas isso tem um prazo maior para resolver. O essencial é o levantamento da assistência humanitária, e todos os pedidos que chegam de pronto já fazemos a entrega - explica.

Linha direta

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil explicou que para liberar recursos, é preciso saber a quantidade necessária. Para agilizar o processo, uma iniciativa direta vai criar um canal para capacitação dos municípios, para que a qualquer hora, possam tirar dúvidas com os técnicos da Defesa Civil nacional.

> Entenda o que é ciclone bomba, fenômeno que atingiu Santa Catarina

- São nossos técnicos que irão analisar os processos e liberar o recurso. Às vezes surgem dúvidas, é pedido de reconstrução ou restabelecimento, por exemplo? Esses detalhes pequenos que às vezes prorrogam para liberar dos recursos - detalha Lucas.

O programa Direto da Redação transmitiu a coletiva:

Nove mortos e dois desaparecidos

O ciclone bomba que atingiu Santa Catarina na terça-feira (30) deixou pelo menos nove mortos. Duas pessoas seguem desaparecidas nos municípios de Canelinha e Brusque, segundo o comandante do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina coronel Charles Alexandre Vieira.

Pelo menos 1,9 mil ocorrências foram atendidas pelos bombeiros, com 4,9 mil chamados pelo número 193. O telefone de socorro chegou a ficar com problema em função do rompimento de cabos de comunicação, e o contato acabou sendo feito por redes sociais e telefones particulares, detalhou o comandante.

> Professor de engenharia da UFSC fala sobre como prevenir danos de ciclones em construções

Mais de 230 escolas atingidas

Conforme levantamento da secretaria de Infraestrutura do Estado, pelo menos 238 escolas foram danificadas com a passagem do ciclone. Em termos de prédios públicos, esse foi o segmento mais atingido segundo o secretário Thiago Vieira. Destelhamentos, queda de árvores sobre os prédios e danos à estrutura foram as principais ocorrências.

Colunistas