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    Plano de volta às aulas em SC prevê uso de máscara e distanciamento nas escolas; confira detalhes

    Retorno está previsto para 13 de outubro e começará com alunos do ensino médio em atividades de reforço. Alunos não serão obrigados a voltar

    09/09/2020 - 11h58

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    Por Guilherme Simon
    Volta às aulas em SC
    Prevista para 13 de outubro, volta às aulas em SC começará por alunos do ensino médio que precisam de reforço nos conteúdos
    (Foto: )

    A volta das aulas presenciais em Santa Catarina começará com os alunos do ensino médio e terá inicialmente apenas atividades de reforço para os estudantes com dificuldades no aprendizado remoto. Os alunos não serão obrigados a retornar e os professores pertencentes a grupos de risco para o coronavírus vão seguir trabalhando de casa. Os detalhes do plano de retomada foram apresentados pelo governo catarinense na manhã desta quarta-feira (9).

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    A previsão é que o retorno ocorra no dia 13 de outubro, mas a confirmação da data ainda depende da evolução da pandemia. O aval final para a retomada será dado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). 

    A volta da educação infantil ainda não está programada neste momento. Segundo o governo, tendo como base as condições atuais da pandemia de coronavírus, não há expectativa de que as aulas dessa modalidade sejam retomadas ainda em 2020.

    O Plano de Contingência Estadual para Educação foi finalizado pelo governo e apresentado para a comunidade escolar na manhã desta quarta. Ele inclui orientações sanitárias como uso de máscara por professores e estudantes, distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas na sala de aula e aferição da temperatura de todos que entrarem nas unidades de ensino (confira as principais medidas abaixo).

    > Volta às aulas em SC começará com atividades de reforço para estudantes com dificuldade

    No total, o documento estipula oito diretrizes de ações operacionais para o retorno das aulas presenciais, incluindo, além das medidas sanitárias, pedagógicas, de transporte, de alimentação, de gestão de pessoas e de informação e comunicação.

    Em entrevista coletiva realizada nesta quarta, o secretário de Educação, Natalino Uggioni, explicou que o plano vale inicialmente para a rede estadual de ensino, mas que poderá servir de base para os planos municipais. As escolas também vão criar protocolos próprios, a partir do documento elaborado pelo governo.

    O secretário também informou que os municípios e as escolas particulares poderão adotar regras diferentes das estabelecidas na rede estadual, mas que terão que respeitar critérios básicos para a retomada. A volta do ensino infantil, por exemplo, precisará da autorização do governo e não está programada neste momento.

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    — Começarmos pelos maiores, que têm vestibular e Enem pela frente, e na sequência, a cada semana, os anos seguintes. Começamos pelo terceiro ano, depois o segundo, depois o primeiro, e assim sucessivamente. Mas nós vamos convidar para virem para as escolas não todos os alunos, nós vamos priorizar aqueles que estão apresentando dificuldades — explicou o secretário.

    Natalino reforçou que as aulas presenciais não serão retomadas com a grade normal, mas apenas com atividades pedagógicas de reforço para os estudantes que estão com dificuldade de aprendizado no ensino remoto. Ainda assim, mesmo esses estudantes não serão obrigados a voltar para as atividades presenciais, frisou o secretário. Ele disse, no entanto, que a escola fará contato com os alunos e com os pais nos casos de estudantes com dificuldade para falar sobre a importância do reforço presencial.

    Por conta da pandemia de coronavírus, o ensino presencial está suspenso desde 19 de março na rede pública e privada do ensino infantil, fundamental, médio e de jovens e adultos.

    Capacitação de profissionais inicia na próxima semana

    A partir da próxima semana, o Governo do Estado iniciará a fase de preparação e capacitação de formadores para auxiliar na elaboração dos planos de contingência das escolas. Conforme o governo, o objetivo é preparar os profissionais e a estrutura física da escola para que o retorno à sala de aula possa ocorrer de forma segura, quando houver condições sanitárias e epidemiológicas adequadas.

    As capacitações de formadores serão realizadas regionalmente de acordo com as 16 regionais da Saúde de Santa Catarina, seguindo a matriz usada pelo Governo do Estado para Avaliação do Risco Potencial para Covid-19. Haverá a participação de representantes da Educação, Saúde, Defesa Civil, universidades e das instituições que integram o Comitê Estratégico de Retorno às Aulas Presenciais.

    Diretrizes sanitárias

    Medidas administrativas

    - Avaliar a possibilidade de retorno gradativo das atividades escolares, com intervalos mínimos de 7 (sete) dias entre os grupos regressantes, em cada estabelecimento

    - Avaliar inicialmente a possibilidade de retorno das atividades em dias alternados, para turmas alternadas, de forma a ampliar a possibilidade do distanciamento, considerando que esta ação disponibilizará maiores espaços e salas de aulas

    - Definir, se possível, um “espelho” para cada sala de aula, de forma que cada aluno utilize todos os dias a mesma mesa e a mesma cadeira

    - Providenciar a atualização dos contatos de emergência dos alunos (também dos responsáveis quando aplicável), e dos trabalhadores, antes do retorno das aulas, assim como mantê-los permanentemente atualizados

    - Suspender todas as atividades que envolvam aglomerações, tais como festas de comemorações, reuniões para entrega de avaliações, formaturas, feiras de ciências, apresentações teatrais

    - Suspender as atividades esportivas coletivas presenciais e de contato, tais como: lutas (artes marciais), futebol, voleibol, ginástica, balé e outras

    - Avaliar a possibilidade pedagógica de que as aulas de educação física sejam temporariamente teóricas, na primeira etapa do retorno. E após sejam planejadas para serem executadas individualmente, sem contato físico, mantendo a distância de 2m entre os participantes e em espaços abertos (ar livre)

    Higiene

    - Orientar alunos e trabalhadores sobre a necessidade e importância de evitar tocar os olhos, nariz e boca, além de higienizar sistematicamente as mãos

    - Estimular a comunidade escolar a utilizar frequentemente as preparações alcoólicas antissépticas 70% (setenta por cento) em formato de gel, espuma ou spray, para higienização das mãos

    - Manter disponível um frasco de álcool gel 70% para cada professor, recomendando a este que leve consigo para as salas de aula para sistematicamente higienizar as mãos

    - Recomendar aos professores que utilizem máscaras descartáveis (evitando as de tecido)

    - Orientar aos alunos, trabalhadores e visitantes, que adentrarem ao estabelecimento, que deverão usar máscaras descartáveis, ou de tecido não tecido (TNT), ou de tecido de algodão, recomendando que as elas devem ser trocadas a cada 2 (duas) horas ou quando tornar-se úmida (se antes deste tempo)

    - Orientar e estimular os alunos, trabalhadores e visitantes à aplicação da “etiqueta da tosse”

    Espaço físico

    - Readequar os espaços físicos, respeitando o distanciamento mínimo de 1,5 m (um metro e meio) em sala de aula. Nas atividades de educação física em espaços abertos, recomenda-se à distância de 2 m (dois metros) de distância

    - Demarcar o piso dos espaços físicos, de forma a facilitar o cumprimento das medidas de distanciamento social, especialmente nas salas de aula, nas bibliotecas, nos refeitórios e em outros ambientes coletivos

    - Suspender a utilização de catracas de acesso e de sistemas de registro de ponto, cujo acesso e registro de presença ocorram mediante biometria, especialmente na forma digital, para alunos e trabalhadores

    - Evitar o uso de espaços comuns que facilitem a aglomeração de pessoas, como pátios, refeitórios, ginásios, bibliotecas, auditórios, entre outros

    - Escalonar os horários de intervalo, refeições, bem como horários de utilização de ginásios, bibliotecas, pátios entre outros, quando estes se fizerem necessários

    - Evitar o acesso de pais, responsáveis, cuidadores e/ou visitantes no interior das dependências dos estabelecimentos de ensino

    - Assegurar que trabalhadores e alunos do Grupo de Risco permaneçam em casa, sem prejuízo de remuneração e de acompanhamento das aulas, respectivamente

    - Aferir a temperatura de todas as pessoas previamente a seu ingresso nas dependências do estabelecimento de ensino, por meio de termômetro digital infravermelho, vedando a entrada daquela cuja temperatura registrada seja igual ou superior a 37,8 (trinta e sete vírgula oito) graus Celsius

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