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    Após invasão, Congresso dos EUA certifica oficialmente vitória eleitoral de Joe Biden

    Democrata deve tomar posse no dia 20 de janeiro

    07/01/2021 - 05h48 - Atualizada em: 08/01/2021 - 12h22

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    Por AFP
    Joe Biden vestindo terno e falando ao microfone
    Joe Biden é oficializado novo presidente dos Estados Unidos
    (Foto: )

    O Congresso dos Estados Unidos validou, na madrugada desta quinta-feira (7), a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais, após invasão no Capitólio que deixou cinco mortos e dezenas de feridos. O democrata deve tomar posse no dia 20 de janeiro.

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    Após manifestantes pró-Trump invadirem o Capitólio e semearem o caos durante horas com o objetivo de impedir a validação da vitória de Joe Biden, o atual vice-presidente americano, o republicano Mike Pence, certificou o voto de 306 grandes eleitores a favor do candidato democrata, contra os 232 obtidos por Donald Trump.

    A invasão dos manifestantes fez com que a sessão fosse parada e retomada horas depois, no fim da noite de quarta-feira (6). Após o resultado, Donald Trump reconheceu sua derrota e pediu uma transição 'em ordem'. 

    — Embora esteja totalmente em desacordo com o resultado destas eleições - e os fatos me apoiam - haverá uma transição em ordem em 20 de janeiro. Isso representa o fim de um dos melhores primeiros mandatos presidenciais e é apenas o início da nossa luta para devolver aos Estados Unidos sua grandeza — declarou, em um comunicado. 

    Diversos políticos como a chanceler alemã Angela Merkel, o ex-presidente dos EUA, Barack Obama e o presidente do Irã Hassan Rohani, repudiaram a manifestação e culparam Trump pelo confronto em Washington. As capas dos jornais internacionais também amanheceram criticando a invasão, com chamadas como: "Democracia sitiada", "Golpe de Estado de loucura", "Trump ateia fogo em Washington".

    As redes sociais

    O Twitter e o Facebook bloquearam temporariamente o presidente americano, Donald Trump, em uma medida sem precedentes decidida na quarta-feira (6). As respostas das gigantes das redes sociais veio depois que o presidente repetiu nessas plataformas suas falsas alegações de fraude e outras irregularidades na eleição que perdeu para o democrata Joe Biden.

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    Facebook e YouTube removeram os vídeos postados por Trump, e o Twitter fez o mesmo quando as plataformas alegaram que ele estava incitando protestos violentos de seus apoiadores, que invadiram o prédio do Capitólio.

    Em um vídeo publicado no Twitter após ser desbloqueado, o presidente Donald Trump condenou a violência dos manifestantes que invadiram o Congresso americano, chamando o ataque de odioso.

    A invasão

    Apoiadores do presidente Donald Trump invadiram o Congresso dos Estados Unidos (EUA), nesta quarta-feira (6), durante a contagem de votos para certificar a vitória do democrata Joe Biden nas eleições.

    Cinco mortes foram divulgadas pela polícia da Capital norte-americana, de três homens e duas mulheres. 52 manifestantes foram presos por incidentes violentos e muitas pessoas foram levadas a hospitais da região com ferimentos leves e graves depois da queda de um andaime na frente do Capitólio.

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    Os manifestantes romperam a segurança do Capitólio por volta das 14h30 no horário local (16h30 de Brasília), o que imediatamente levou a um toque de recolher na sede do Legislativo. Congressistas, assessores e jornalistas que estavam no local foram levados para salas de segurança no prédio. Os manifestantes foram retirados e a sessão foi retomada.

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