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Feminicídio

Cunhado de jovem morta carbonizada em Descanso é apontado como autor de incêndio pela polícia

Autor do crime dava em cima da jovem e teria provocado propositalmente o incêndio por ter sido proibido, por ela, de morar na mesma casa

30/06/2021 - 15h27 - Atualizada em: 30/06/2021 - 17h37

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Clarissa
Por Clarissa Battistella
Mauriceia Estraich, 22 anos, foi carbonizada propositalmente, conclui investigação
Mauriceia Estraich, 22 anos, foi carbonizada propositalmente, concluiu a investigação
(Foto: )

O incêndio que matou Mauriceia Estraich, 22 anos, carbonizada em Descanso, no Oeste de Santa Catarina, foi provocado pelo cunhado dela, de 23 anos, segundo informações da Polícia Civil. Ele teria colocado fogo na casa da jovem, com gasolina, após ter sido proibido de morar na mesma residência que ela. Indiciado por feminicídio, o suspeito está preso desde a data do crime, quando prestou depoimentos controversos, de acordo com a polícia. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira (30).

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O incêndio ocorreu na madrugada de 28 de março. A vítima, que estava sozinha em casa na noite do incêndio, foi encontrada morta pela manhã. O fogo se espalhou rapidamente na parte de madeira da casa, conforme a ocorrência.

O cônjuge dela não estava em casa e não foi considerado suspeito pela investigação porque, segundo a polícia, ele dormia na casa do pai.

À frente do caso, o delegado Cléverson Luis Müller disse que o indiciado precisava de um local para morar, mas foi proibido por Mauricéia de se mudar para a casa dela, o que causou desentendimentos entre ambos. Mensagens trocadas entre autor e vítima antes do assassinato, e analisadas pela investigação, deixaram clara a justificativa da proibição: o cunhado teria dado em cima dela, quando já casada, e a espiava com intuito sexual.

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- Outros familiares do companheiro de Mauricéia iriam se mudar pra casa dela na semana seguinte, mas pelos motivos que ela mesma teria declarado nas mensagens, o cunhado não foi aceito. Ele ficou desamparado, não tendo para onde ir - explicou o delegado.

Ainda segundo o delegado, o incêndio iniciou às 5h54min daquele domingo. O cunhado chegou até a casa da vítima 10 minutos antes e entrou, discretamente, para não chamar a atenção dos vizinhos. No local, teria ocorrido um desentendimento e agressões.

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À polícia, o suspeito disse que teria dado dois golpes “mata-leão” na vítima, o que a deixou desacordada. As perícias sobre possíveis lesões ainda não foram concluídas e a informação não foi confirmada pela polícia.

Ainda de acordo com o delegado, o incêndio logo chamou a atenção da polícia, pelas circunstâncias encontradas no local: a casa era relativamente nova, os dois cachorros de estimação da jovem, que viviam dentro da residência, estavam para o lado de fora, a salvo, e não havia relato de limitações físicas e psicológicas que dificultassem a fuga de Mauricéia após o fogo começar. Além disso, a primeira pessoa a chegar, depois do incêndio, foi o cunhado.

- Ele deu versões contraditórias e foi preso em flagrante no mesmo dia por prestar informações falsas à polícia. No dia seguinte, solicitei a prisão temporária dele e foi convertida em preventiva no decorrer das investigações. Ele segue preso e não nos restam dúvidas de que é o autor - concluiu Müller.

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