O ex-deputado Eduardo Bolsonaro falou, neste domingo (17), sobre o investimento do filme “Dark Horse”. A produção sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) conta com aporte de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ao todo, o filme deve custar R$ 134 milhões. Investigação aponta que o ex-banqueiro contribuiu com R$ 61 milhões.
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— A gente não está falando de uma produção qualquer. São alguns bons milhões de dólares. É todo produzido nos Estados Unidos. É um filme caro? Para os padrões de Hollywood, não […] É um filme top de linha. O valor não é exorbitante, é um valor até barato para os parâmetros de Hollywood — disse em entrevista ao programa “Paulo Figueiredo Show”, nas redes sociais.
Eduardo ainda citou os atores contratados para o longa, como o estadunidense Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro. O artista já participou de produções reconhecidas, como “A Paixão de Cristo” e “Som da Liberdade”.
— Você não faz um filme de 50 mil dólares com o Jim Caviezel — disse Eduardo.
Flávio pediu R$ 61 milhões a Vorcaro para filme sobre Jair Bolsonaro
“Irmão, estou e sempre vou estar contigo, entre nós não existe meia conversa. Só preciso que você me dê uma luz! Abs!”, escreveu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em uma mensagem enviada por WhatsApp em 16 de novembro de 2025. No dia seguinte ao envio da mensagem, Vorcaro foi preso ao tentar deixar o país.
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O banqueiro é acusado de comandar um esquema de fraude que provocou um prejuízo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em 18 de novembro, um dia depois da prisão, o Banco Central (BC) decretou a liquidação do Banco Master.
A mensagem do atual pré-candidato à presidência integra um conjunto de registros que apontam para uma negociação em que Vorcaro teria assumido o compromisso de repassar 24 milhões de dólares — valor que equivalia, na época, a aproximadamente R$ 134 milhões — destinados ao financiamento de “Dark Horse”, filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária desde março deste ano por tentativa de golpe de estado.
Documentos e trocas de mensagens obtidos com exclusividade pelo Intercept Brasil mostram que ao menos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões, considerando a cotação da moeda nas datas das transferências — já haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025. O valor foi enviado em seis operações para custear o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro.
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