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    Quem são os cinco líderes de empresas de SC no ranking de 100 executivos com maior reputação no Brasil

    Executivos de empresas com sedes em Blumenau, Gaspar, Itajaí, Jaraguá do Sul e Joinville aparecem em seleta relação

    20/03/2021 - 06h00 - Atualizada em: 22/03/2021 - 08h45

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    Por Pedro Machado
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    Lideranças empresariais de SC que constam no ranking nacional de maior prestígio no mercado dos negócios
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    Entre tantas frases de impacto do magnata americano Warren Buffet, uma merece especial lembrança quando se fala em imagem corporativa. O dono de uma das maiores fortunas do mundo costuma dizer que levam-se anos para construir uma reputação e poucos minutos para arruiná-la. A máxima talvez nunca tenha feito tanto sentido em tempos onde a informação corre na velocidade da luz e deslizes de comportamento são julgados em tempo real.

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    Prestígio é meio caminho andado para o sucesso nos negócios, e ao menos cinco executivos de empresas com sede em Santa Catarina podem se orgulhar de serem bem vistos pelos pares e pelo mercado: Raul Padilla (Bunge), Fábio Hering (Cia. Hering), Otto von Sothen (Tigre), Lorival Luz (BRF) e Harry Schmelzer Jr. (WEG) integram a seleta lista dos 100 líderes com melhor reputação no Brasil, de acordo com a pesquisa Monitor Empresarial de Reputação Corporativa (Mercado), publicada pela revista Exame. No topo do ranking, pelo quarto ano seguido, está a empresária Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza.

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    O levantamento, que está na sétima edição, consultou 2.366 pessoas entre julho e dezembro do ano passado. A metodologia da pesquisa inclui cinco etapas de avaliação com 16 diferentes grupos e fontes de informação. A seleção parte de uma entrevista com membros da alta direção de empresas com faturamento superior a US$ 40 milhões. Dezoito variáveis que consideram resultados financeiros, qualidade da oferta comercial, ética, responsabilidade corporativa, dimensão internacional e inovação são levadas em consideração.

    A relação dos executivos de empresas de Santa Catarina presentes na lista reflete o dinamismo do setor produtivo do Estado. Há quatro segmentos representados: agronegócio, têxtil, construção civil e metal-mecânico. Essa diversidade é frequentemente apontada como um dos diferenciais competitivos da economia catarinense. Ainda mais em momentos de crise.

    A seguir, confira mais sobre cada um:

    Raúl Padilla, Bunge Brasil

    44º colocado no ranking

    Novamente no renomado ranking dos executivos mais admirados do país, o argentino Raúl Padilla tem um ponto em comum com Lorival Luz, da BRF, além de liderar uma gigante do agronegócio com forte atuação nacional: ambos foram sucessores de Pedro Parente. No caso de Padilla, ele substituiu o ex-ministro na função de CEO da Bunge Brasil em 2014.

    Padilla ingressou na companhia de alimentos em 1997 após construir uma carreira comercial de 20 anos na Argentina e na Suíça. Atuou como CEO da operação hermana da Bunge de 1999 a 2010 antes de ser alçado à diretoria global de Agronegócio da companhia.

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    Raul Padilla, da Bunge Brasil
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    O executivo assumiu o comando das operações no Brasil em 2014 com a chancela de ter “conduzido áreas críticas do negócio da Bunge a resultados recordes”, conforme comunicado institucional da companhia divulgado à época.

    A trajetória de Padilla na Bunge, no entanto, se encaminha para o fim. A companhia anunciou nesta semana que o executivo, que é também presidente de operações globais desde maio de 2019, planeja se aposentar em 31 de dezembro. As responsabilidades operacionais serão distribuídas internamente ao longo dos próximos meses.

    A história da Bunge em Santa Catarina inclui a compra, em 1997, da Ceval, indústria de alimentos que pertencia à Cia. Hering. Em dezembro de 2019, a Seara Alimentos anunciou a compra das fábricas de margarina e maionese da companhia no Brasil, incluindo a unidade produtiva instalada em Gaspar.

    Fábio Hering, Cia. Hering

    63º colocado no ranking

    Carregar o sobrenome e liderar uma das empresas mais antigas do Brasil ainda em atividade não é das tarefas mais simples. Membro da quinta geração da família fundadora, que desembarcou em Blumenau no século retrasado, Fábio Hering está à frente da Cia. Hering desde 1998. Lá se vão pouco mais de duas décadas. Pode parecer um período curto diante de uma história de 140 anos, mas que foi decisivo para tornar a companhia uma das grandes referências do varejo de moda nacional.

    Formado em administração e com especializações em marketing e estratégia, Fábio ajudou a preparar a companhia para um novo ciclo de crescimento. Foi no final da década de 1990 que a Hering entrou com força no varejo. De perfil majoritariamente industrial até então, a empresa apostou na abertura de lojas em todo o país – hoje são mais de 700. Deu tão certo que a Hering se tornou um negócio bilionário – a receita líquida em 2020 foi de R$ 1,07 bilhão – e virou espelho para outras indústrias do ramo.

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    FabioHering, da Cia. Hering
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    Agora, com a pandemia ressignificando o sentido do comércio e mudando formas de consumo, Fábio irá conduzir o maior investimento anual da história da companhia. No rastro do crescimento das vendas feitas pela internet, em 2021 a Cia. Hering vai desembolsar R$ 131 milhões em projetos focados na transformação digital e na abertura e reforma de lojas.

    – Em minha gestão, guiamos o negócio para manter a essência empreendedora da Cia. Hering, colocar o cliente no centro do negócio, exercitar nosso propósito e, cada vez mais, garantir excelentes experiências com nossas marcas – diz o executivo.

    Otto von Sothen, Grupo Tigre

    69º colocado no ranking

     Otto von Sothen preside o grupo Tigre desde 2013. Neste ano, o executivo estreou na listagem junto a outros 21 novos líderes, ocupando a 69ª colocação entre as lideranças empresariais com melhor reputação, entre as empresas com faturamento superior a US$ 40 milhões por ano. O processo envolveu entrevista com 2.366 profissionais e 16 fontes de informação.

    Além de presidir a Tigre, Otto é membro do conselho consultivo da Bauducco, da HM Engenharia e Construções, do Instituto Trata Brasil e da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

    – A pandemia provocou enormes transformações, e acelerou algumas tendências que já vinham ocorrendo, como por exemplo a digitalização e a forma como interagimos e trabalhamos – conta ele.

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    Otto Von Sothen, do Grupo Tigre
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    Segundo o executivo, ao focar o time em poucas coisas importantes e tendo sempre o cliente como ponto de partida, a empresa teve o poder da simplificação na forma de trabalhar e no processo decisório.

    Natural do Rio de Janeiro, de cidadania brasileira e alemã, se destacou como presidente da PepsiCo Alimentos no Brasil e no exterior. Atuou ainda como consultor da GP Investments e trabalhou nas empresas Quaker Oats Company, Frito-Lay e Iams Company. Otto é graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e tem MBA pela J.L.Kellogg Graduate School of Management de Evanston (IL).

    Com uma história de 80 anos, a Tigre é uma multinacional brasileira, líder em soluções para construção civil e cuidado com a água. Está presente em 40 países, conta com 5,5 mil funcionários, tem 11 plantas no Brasil e 12 no exterior.

    Lourival Luz, BRF

    84º colocado no ranking

    O mineiro Lorival Luz certamente encontrou na BRF um grande desafio na carreira executiva. Ele ingressou na empresa em outubro de 2017 e, menos de dois anos depois, foi indicado para ser o diretor-presidente global. Criada em 2009 a partir da fusão entre as então concorrentes Perdigão e Sadia, a companhia vivia um período conturbado. Acumulava prejuízos financeiros e estava com a imagem arranhada após ser alvo de investigações da Polícia Federal na Operação Carne Fraca.

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    Lorival Luz, da BRF
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    Quando Lorival assumiu o comando, em junho de 2019, a BRF já vinha tirando do papel uma ampla reestruturação operacional. O plano previa a venda de ativos, incluindo fábricas em outros países, para captar recursos e reduzir o endividamento. Sob a liderança do executivo, o balanço da companhia voltou a apresentar resultados positivos. A gigante de proteína animal fechou 2020 com receita líquida de vendas de R$ 39,5 bilhões, alta de 18% frente a 2019, e lucro líquido de R$ 1,39 bilhão.

    – Em uma empresa com quase 100 mil funcionários e mais de 10 mil produtores integrados, que tem uma cadeia viva, longa e complexa, como é o nosso caso, há uma grande interdependência, e ninguém chega a um bom resultado sozinho. Portanto, é um reconhecimento de todos – avalia.

    Ao enfrentar a pandemia do coronavírus, Lorival, junto com a alta liderança da BRF, estabeleceu que as prioridades seriam o cuidado com a saúde das pessoas nas operações da empresa e assegurar o fornecimento de alimentos. O executivo liderou a doação de R$ 50 milhões feita pela companhia para ações de apoio à população e participou de iniciativas empresariais, entre elas o Movimento Nós, de suporte à retomada do pequeno varejo.

    Harry Schmelzer Jr, WEG

    88º colocado no ranking

    Harry Schmelzer Jr. é engenheiro eletricista, formado pela Faculdade de Engenharia de Joinville (FEJ), pós-graduado em Administração de Empresas pela Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG), com cursos em Gestão e Finanças pela Fundação Dom Cabral, Kellogg School of Management (Northhwestern University, (EUA), Insead (França) e IMD International (Suíça).

    Desde 2008 como CEO da WEG Harry coleciona 12 troféus “Executivo de Valor”, do Jornal Valor Econômico, e foi destaque nas quatro últimas edições do ranking “Melhores CEO’s do Brasil”, da revista Forbes Brasil.

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    Harry Schmelzer Jr, da WEG
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    Pelo LIDE Brasil foi eleito personalidade da indústria em 2015 e levou o prêmio Líderes do Brasil 2016, 2017, 2018 e 2019 na categoria máquinas e equipamentos.

    Harry também recebeu, em 2018, do presidente da República, a mais importante condecoração a quem se dedica ao desenvolvimento da indústria, do comércio exterior e dos serviços no Brasil: a medalha e insígnia do conselho da Ordem Nacional Barão de Mauá, em sua categoria máxima, a Classe Grã-Cruz.

    No mercado de capitais a companhia alcançou rentabilidade de 331,8% nos últimos dois anos e fechou 2020 com o oitavo lugar no ranking de empresas mais valorizadas da bolsa no Brasil. Durante da gestão de Harry, a WEG (multinacional brasileira, com mais de 33 mil colaboradores, fábricas em 12 países e presença comercial em 135 países, faturamento líquido de R$ 17,5 bilhões) foi eleita 13 vezes a melhor empresa de bens de capital, segundo a revista Exame, sendo a empresa destaque do Brasil em 2015.

    A companhia também está na lista das 150 melhores empresas para se trabalhar, da revista Você S/A.

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    Confira as posições em que cada empresário figura no ranking
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