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Entenda como a idade pode influenciar os seus investimentos

Compreender o ciclo da vida financeira pode contribuir com melhores resultados na hora de aplicar dinheiro

17/09/2021 - 07h05

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Investir de acordo com a idade
O planejamento é fundamental e saber qual é o seu objetivo em cada fase da vida pode trazer melhores resultados.
(Foto: )

Assim como as prioridades de vida, renda e hábitos de consumo, a estratégia escolhida para o acúmulo de patrimônio e investimentos pode mudar ao longo da vida. Por exemplo, no início da carreira profissional, com menor qualificação e experiência, os salários tendem a ser menores. Cenário que é modificado com o passar do tempo, permitindo vislumbrar um momento financeiro e, por consequência, maior chances de investimento. Mas, como a idade pode afetar esse planejamento?

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Enquanto os jovens ainda moram com os pais, se não precisam ajudar com despesas, podem também diminuir os gastos fixos e economizar para o futuro. Na vida adulta, se a pessoa resolve formar uma família, os gastos fixos também aumentam, como parcelamento de um imóvel/despesa com aluguel, seguro do carro, colégio dos filhos, entre outros. Quando chega à terceira idade, é mais comum que já haja um patrimônio conquistado. No entanto, os valores pagos em planos de saúde particulares, por exemplo, ficam cada vez mais elevados.

Ciclo da vida financeira

Como todas essas mudanças afetam a vida financeira, a estratégia utilizada para gerir os investimentos também passa por fases. Segundo o economista André Schneider, especialista em investimentos e sócio na Warren, além do perfil de risco e objetivos de vida, a idade também impacta na forma como lidamos com o patrimônio.

— Quando falamos da idade, é importante falarmos do nosso Ciclo da Vida Financeira. Ciclo da vida financeira é um conceito onde acompanhamos os gastos e ganhos financeiros que devemos ter ao longo da nossa jornada visando ter uma vida confortável. Esses gastos variam, pois passamos por fases diferentes ao longo do tempo, com objetivos e perspectivas diferentes — destaca o especialista.

Schneider aponta os principais ciclos financeiros: ganhar dinheiro; poupar; investir e usufruir. Na fase de ganhar dinheiro, o objetivo principal deve ser aumentar a renda. É a hora de investir na profissão, seja carreira ou negócio próprio pensando no futuro.

— Esse momento é muito importante, pois será o lastro da sua vida financeira. É a origem dos recursos. Nesse momento o foco do investimento deve ser em ter uma reserva de emergência ou oportunidade, para conseguir cumprir de forma adequada seu momento de ganhar dinheiro. Além disso, há necessidade em uma gestão de riscos para garantir qualidade e o objetivo final da sua vida financeira — reforça.

Depois da fase inicial, passamos para a fase da poupança. Com uma renda estável, começamos a acumular bens e recursos financeiros. O básico nesse momento é gastar menos do que se ganha, e fazer isso da forma mais eficiente possível para conquistar uma poupança vultosa de recursos. Primeiro, é preciso criar uma reserva para emergências e oportunidades. Também é nessa fase que os objetivos de vida devem ser perseguidos e conquistados – como um carro ou imóvel próprio. O padrão de vida fica bem definido nessa parte da vida.

De acordo com o economista, após o período de poupança e acúmulo de bens, chega a parte dos investimentos. Analisando o perfil de risco, de mais conservador a mais arrojado, o investidor busca aumentar o patrimônio de forma sustentável.

— É quando você busca aos seus recursos as melhores estratégias visando boa remuneração, risco adequado, custos e tributação mínima possível, diversificando seu patrimônio com objetivo de minimizá-lo e gerar renda no futuro. É o momento em que podemos arriscar, pois nossa geração de renda e reserva tende a estar estabilizada, e ainda temos muito tempo pela frente até usufruir os recursos — pondera o especialista.

Quando a idade já está mais avançada e o investidor já cumpriu bem as etapas anteriores do ciclo financeiro, ganhando dinheiro, poupando e investindo da melhor forma, finalmente é a hora de usufruir dos recursos. Nesse momento, é possível ter uma segunda renda, a renda passiva, como de dividendos de ações, por exemplo.

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— Nessa fase, o melhor é pensar em estratégias para que você possa utilizar os recursos de forma perpétua, gerindo de forma a expor o patrimônio em menor risco possível, com determinada liquidez e pensando também em sucessão. O objetivo aqui é simplesmente fazer seus recursos durarem o máximo possível — completa Schneider.

Na juventude, a hora é de acumular, arriscar mais (pois em caso de oscilações há mais tempo para reverter a situação), mas definir metas e pensar no longo prazo. Com mais maturidade, um perfil mais moderado é mais indicado.

Para entender melhor o seu ciclo financeiro, você pode fazer seu Planejamento Financeiro junto de um especialista em Wealth Management. A Warren é referência em investimentos de forma simples e descomplicada. Saiba mais detalhes dos serviços oferecidos pela Warren.

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