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Instituições financeiras agora devem informar os clientes sobre remuneração na compra de ativos

Com nova decisão da Anbima, os investidores terão mais transparência na hora de adquirir produtos

26/07/2021 - 17h52 - Atualizada em: 28/07/2021 - 07h56

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Agora, o distribuidor deve informar todos os tipos de remuneração que recebe pelo serviço
Agora, o distribuidor deve informar todos os tipos de remuneração que recebe pelo serviço
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A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), entidade que representa as instituições do mercado de capitais brasileiro, definiu novas regras para dar mais clareza aos investidores sobre as remunerações relacionadas à compra de produtos financeiros. As diretrizes foram anunciadas em maio e os bancos, corretoras e distribuidoras tiveram até o dia 14 deste mês para adaptação.

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Segundo a Anbima, será preciso apontar ao cliente de forma clara qual é a forma de remuneração pela venda de produtos de investimento e informar sobre a existência de potenciais conflitos de interesses. O objetivo é dar mais transparência ao processo e trazer embasamento para a tomada de decisão.

O que muda na prática

Ao investir em um fundo, uma ação ou uma carteira recomendada, as taxas mudam de acordo com a instituição financeira. Na maioria das vezes, os funcionários de bancos, agentes de investimento ou corretoras podem indicar produtos que geram comissões a eles mesmos. Ou seja, pode ser bom para ele, mas não necessariamente para um cliente sem educação financeira.

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Pode existir um produto tão interessante quanto ou até mais, mas que não garante uma comissão tão gorda para o intermediário. Dentre todas as possibilidades, quais os critérios foram apontados para a escolha de um produto para oferecer para o cliente? O rendimento a mais por comissão foi um deles? Se foi um fator, isso precisa ficar claro anteriormente à negociação.

Agora, o distribuidor deve informar, de forma detalhada, todos os tipos de remuneração que são recebidas pelos serviços, como percentual da taxa de administração; percentual da taxa de performance; spread e taxa de distribuição. O material deve estar público no site da instituição e com link nas páginas dos produtos.

Além disso, o investidor também deve ser informado se o produto escolhido gera impacto na remuneração do profissional como o gerente, agente autônomo ou assessor. Critérios para escolha dos investimentos, possíveis conflitos de interesses e ações adotadas para mitigá-los são outros pontos que devem ser tratados com o cliente.

Transparência como aliada do consumidor

Antes mesmo do anúncio da Anbima, a Warren - corretora, administradora e gestora de investimentos - já operava com total transparência em relação a essa mesma temática, alinhada com os interesses dos clientes. Fundada em 2017, a fintech nasceu oferecendo o serviço de wealth management, democratizando os investimentos para todos os públicos, sempre com o objetivo de eliminar o conflito de interesses.

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— Nós não inventamos a roda. A gente simplesmente distribui para todo mundo o modelo que só os super-ricos têm acesso e que já é comum em economias mais desenvolvidas, como nos Estados Unidos e Austrália, por exemplo — destaca o CEO, Tito Gusmão.

O modelo livre de comissões ainda é novo no Brasil. É exatamente o contrário do vigente hoje, sistema de remuneração utilizado pelas maiores corretoras e bancos, baseado em comissões embutidas nos produtos que são recomendados e contratados pelos investidores. Com as novas regras estabelecidas pela Anbima, o distribuidor vai precisar ser claro em relação a todos os ganhos na operação.

— Para muitas pessoas, há a percepção de que esse serviço é gratuito, porque falta transparência. Na prática, ainda caberá ao investidor fazer a investigação para descobrir se o gerente ou assessor recebe uma comissão pelo produto. Sabemos que este ainda não é o cenário ideal, mas é o primeiro passo — reforça o CEO.

Saiba mais sobre o modelo Warren

As mudanças que vão ocorrer no mercado financeiro estão alinhadas ao comportamento da Warren, que é baseado em quatro principais pontos: os clientes investem por objetivos por meio de carteiras exclusivas que são geradas conforme o perfil do investidor; cashback onde o cliente recebe de volta 100% das comissões quando investem em fundos de outras gestoras na plataforma; taxa única para a gestão total do portfólio dos clientes e a gratuidade no pagamento de corretagem pelos fundos oferecidos.

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A Warren é uma corretora e gestora de patrimônio regulada pela CVM, Anbima e Banco Central que oferece soluções para investidores iniciantes e experientes no mercado. Uma das formas de promover a diversificação é a conta gratuita que rende 100% do CDI e acesso a ativos diretamente da Bolsa de Valores para clientes com mais autonomia. A fintech é a pioneira em oferecer uma relação 100% alinhada e transparente com o cliente, com uma taxa única, investimento por objetivos e 100% de cashback em produtos de terceiros.

Investir de forma descomplicada é possível. Acesse o portal da Warren e escolha a carteira mais adequada aos seus objetivos financeiros com transparência e taxa única para gestão do portfólio.

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