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Repercussão

Entidade cita "complô" e "motim" sobre afastamento de Moisés do governo de SC

Presidente da Facisc teve posicionamento duro e crítico ao processo; outras entidades divulgaram notas sem críticas

24/10/2020 - 11h28 - Atualizada em: 24/10/2020 - 11h38

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Lucas
Por Lucas Paraizo
Carlos Moisés
Carlos Moisés ficará afastado do cargo de governador por até 180 dias para julgamento final do impeachment
(Foto: )

O afastamento por 180 dias do governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (PSL), repercutiu entre entidades de classe no Estado neste sábado (24), dia seguinte à decisão do tribunal de julgamento que aprovou o prosseguimento do processo de impeachment.

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Em tom duro e crítico ao processo de impeachment, a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), em nota assinada pelo presidente Jonny Zulauf, afirmou que o afastamento é “fruto de um complô” e comparou o processo com um “motim” ou uma “revolução do baixo clero”.

“A irresponsabilidade dos parlamentares nos seus propósitos nada republicanos, decorrentes de egoístas interesses pessoais e partidários, aproveitaram-se da ingenuidade — este o pecado de Carlos Moisés — gerando sérios efeitos e custos sobre toda a sociedade”, diz o texto da Facisc.

O presidente da entidade diz também que Daniela Reinehr é “inimiga declarada do governador afastado” e que “a sociedade assistirá o troca-troca de cargos, a interrupção de programas de gestão, o debut dos amigos da governadora”.

Através de uma nota, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), preferiu não se posicionar sobre o mérito do afastamento, mas afirmou que o ato “está previsto na Constituição de SC e, portanto, é parte do rito democrático deflagrado pelo Legislativo”. A nota diz que a FIesc “espera que todas as questões ligadas ao processo se definam com a máxima celeridade, para evitar a paralisia total do Estado e a perda de novos investimentos”.

Em um vídeo encaminhado à imprensa, o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), Ari Rabaiolli, disse que o resultado do tribunal comprovou “que o problema é mais político do que jurídico”. Rabaiolli citou êxitos do governo Moisés até agora, como obras e avanços administrativos, mas apontou que “o maior erro” do governador afastado foi “não ter articulado com a Assembleia Legislativa”.

O presidente da Fetrancesc parabenizou Daniela Reinehr pelo cargo que irá assumir, e destacou que o principal desafio da nova governadora será “manter o máximo possível da equipe atual de secretários”.

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