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Moisés diz que retomará medidas contra Covid-19 em SC, nega lockdown e confirma 3 novos secretários

Absolvido do processo de impeachment, Moisés anunciou investimentos com foco na crise hídrica

27/11/2020 - 15h44 - Atualizada em: 27/11/2020 - 17h53

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Lucas
Por Lucas Paraizo
Coletiva Moises
Moisés disse que irá se reaproximar da Alesc
(Foto: )

O governador Carlos Moisés (PSL) comemorou o resultado do Tribunal de Julgamento do impeachment e afirmou que "a justiça e a verdade prevaleceram" após ser absolvido. Ele volta ao cargo de governador de SC ainda nesta sexta-feira (27) e falou em primeira mão após o resultado do tribunal com a CBN Diário, no programa CBN Hub.

- Não cometi nenhum ato ilegal enquanto governador do Estado. Infelizmente tivemos que atravessar um processo tormentoso para todos, que infelizmente tinha um viés totalmente político. [...] prevaleceu o respeito à democracia, ao voto popular, à legalidade - disse Moisés.

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Em coletiva de imprensa que iniciou às 17h na Casa d'Agronômica, Moisés fez o primeiro pronunciamento oficial já de volta ao cargo de governador. Ele fez um breve balanço dos primeiros dois anos de mandato, anunciou investimentos e áreas prioritárias para a continuidade até 2022 e confirmou três mudanças no secretariado.

Moisés oficializou o nome de Eron Giordani como novo chefe da Casa Civil, e disse que trata-se de uma escolha feita em conjunto com lideranças da Alesc. Giordani era chefe de gabinete do presidente da Alesc, o deputado Júlio Garcia (PSD), e terá na Casa Civil a tarefa de ajudar na articulação política de Moisés com o parlamento.

- A aproximação do governo com o parlamento sempre foi o defeito mais apontado sobre o governo, sempre foi a crítica mais ácida. Queremos dialogar, queremos dividir responsabilidades - disse Moisés na coletiva.

O governador confirmou também o nome do jornalista Jefferson Douglas para a secretaria de Comunicação, e o retorno do procurador-geral do Estado, Alisson de Bom de Souza.

Investimentos anunciados

Moisés aproveitou a coletiva de retorno ao cargo para enfatizar três áreas que considerou como prioritárias para a continuidade do mandato: crise hídrica, retomada da economia e infraestrutura.

O governador destacou a necessidade de investimentos na rede de abastecimento de água em SC, dado o contexto da estiagem vivida desde o ano passado. Segundo Moisés, já estão planejados investimentos na casa de R$ 1,7 bilhão no setor.

Sobre a retomada da economia após a pandemia, Moisés sinalizou mais apoio aos empreendedores e linhas de crédito, com investimentos de R$ 2,3 bilhões até 2022. Na questão da infraestrutura de mobilidade do Estado, o governador apontou R$ 5,5 bilhões projetados de investimento nas rodovias.

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Retomada das ações contra a pandemia

Na entrevista à CBN Diário, Moisés ressaltou que o governo precisa "recuperar o tempo perdido". Ele ressaltou que leitos de UTI foram desabilitados desde a saída dele da cadeira, e que pretende alinhas novas ações com os municípios e os hospitais de Santa Catarina.

Já na coletiva, o governador ressaltou que não prevê um novo lockdown em Santa Catarina, mas ressaltou que medidas são necessárias e que vai se reunir com a equipe de saúde neste sábado (28).

- Estou recebendo o comando com o Estado praticamente no vermelho, isso impõe algumas medidas. Mas não estamos falando de lockdown, de fechamento do Estado.

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Segundo processo de impeachment

Antes da coletiva, em entrevista à CBN, o governador ressaltou que agora é momento de "quebrar os retrovisores e olhar para a frente", mostrando confiança também no arquivamento do segundo processo de impeachment que ainda tramita, sobre a compra dos 200 respiradores.

- A própria Polícia Federal na sua investigação acaba nos inocentando, tenho confiança que a justiça se restabelece. Nós entendemos que esse segundo processo deve ser impugnado de pronto.

Para voltar a tomar decisões, Moisés disse que tem o objetivo de se reaproximar do parlamento e dos demais poderes:

- Talvez falhamos na interlocução política, estamos alinhando com as lideranças das bancadas da Alesc para que as decisões possam ser apoiadas pelo parlamento. A gente fez a boa política nesse período (de afastamento). Temos certeza que os próximos dois anos serão de muita entrega.

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