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Ressaca

Epagri desmente ‘minitsunami’ na Praia do Santinho, em Florianópolis

Imagens que circulam nas redes sociais mostram faixa de areia sendo tomada pelas águas

08/02/2021 - 09h03 - Atualizada em: 08/02/2021 - 15h37

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Catarina
Por Catarina Duarte
Fenômeno que ocorreu na Praia do Santinho foi ressaca, diz Epagri
Fenômeno que ocorreu na Praia do Santinho foi ressaca, diz Epagri
(Foto: )

A Epagri/Ciram desmentiu a ocorrência de um “minitsunami” na Praia do Santinho, em Florianópolis, neste fim de semana. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a faixa de areia da praia é totalmente tomada pela força das águas. O fenômeno, no entanto, se trata da ação da ressaca, segundo o órgão que monitora as condições climáticas em SC.

O meteorologista Marcelo Martins explica que o ciclone extratropical que atuou no último final de semana em alto mar, na altura de SC, foi o responsável pela ressaca. O mesmo consiste na formação de uma longa e duradoura pista de vento.

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Ação acontece quando ventos sopram na mesma direção por grande período de tempo, perpendicular à costa. Assim, as ondas caminham em direção ao continente, chegando em tamanho e força além da normalidade.

O oceanógrafo Marcus Polette explica que tsunamis não ocorrem na costa brasileira, o que inviabiliza a teoria de que o fenômeno registrado na praia se trata da atividade. 

— Os tsunamis são fenômenos que ocorrem nas regiões com grande atividade tectônica, como os terremotos. Por meio dos terremotos temos anomalias geradas por grandes deslocamentos de água. E estes formam grandes ondas oceânicas que atingem as áreas litorâneas, e dependendo da intensidade dos mesmos podem causar destruição de grandes proporções — afirma.

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Polette, assim como a Epagri, avalia que a formação da onda tenha sido causada pelo deslocamento do vento em alto mar. No vídeo, algumas pessoas estão na areia quando o mar começa a recuar e instantes depois atinge o local com alta intensidade.

Um ciclone extratropical se formou no Sul do país na última quinta-feira (4). A Defesa Civil emitiu alertas sobre a agitação do mar, com picos de ondas de 3,5 metros entre sexta-feira (5) e sábado (6). Na sexta, o avanço das águas encobriu a faixa de areia de praias do Sul do Estado e da Grande Florianópolis.

Segundo Marcelo Martins, a recuperação da faixa de areia é um processo natural de reposição de sedimentos junto à costa. Com o ciclone se afastando, a previsão é de que as ondas retornem à normalidade.

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