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    HENRIQUE BILBAO

    Ética X Inteligência Artificial: qual o limite entre os dois assuntos?

    E o que uma coisa tem a ver com a outra? Tudo!

    12/08/2020 - 13h27 - Atualizada em: 12/08/2020 - 13h52

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    Por Tech SC
    Ética X Inteligência Artificial: qual o limite entre os dois assuntos?
    Ética X Inteligência Artificial: qual o limite entre os dois assuntos?
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    O assunto “privacidade de dados” está em pauta constantemente em diversas discussões e, em paralelo à ele, a busca por soluções de atendimento e otimização de processos corporativos por meio da inteligência artificial também se tornou um objetivo concreto de implementação dentro das empresas de inúmeros segmentos do mercado.

    E o que uma coisa tem a ver com a outra? Tudo. Isso porque preocupados em inserir a tecnologia em todos as oportunidades possíveis, chegamos ao momento em que nos confundimos entre o que é uma interação com um robô e quando estamos falando com um humano. Quando se torna comum interagir com máquinas como a Alexa da Amazon, por exemplo, acabamos por criar expectativas humanas e com vínculos emocionais perante a estas ferramentas. Ao passo em que a inteligência artificial se desenvolve e aprimora sua capacidade de compreensão e interação com as pessoas, também desenvolvemos uma confiança genuína em seu uso.

    > O lado obscuro da Inteligência Artificial

    O equilíbrio entre dados e seus respectivos resultados é essencial para projetar uma inteligência artificial de excelência e, esta preocupação, deve ser nativa de todos os profissionais e especialistas que se envolvem em projetos como este. Quando criamos uma conexão entre a ética, a moral e as questões relacionadas à tecnologia, é fundamental que não sejamos negligentes ao reconhecer que soluções como a inteligência artificial não são 100% independentes, uma vez que é por meio de uma programação humana que ela é inserida em questões sociais, dos campos da robotização, big data, deep learning, entre outros conceitos correlatos.

    Da banalização da privacidade ao agravamento do preconceito, organizações que são modelo a ser seguido neste setor, já propõe um direcionamento ético para este avanço tecnológico que estamos lidando. A Universidade de Stanford nos Estados Unidos, por exemplo, inaugurou um centro de pesquisa multidisciplinar que tem como objetivo reunir pessoas responsáveis pela construção e alteração de políticas públicas, além de pesquisadores e estudantes responsáveis pela elaboração destas tecnologias agora e no futuro para discutir assuntos pertinentes ao que é considerado uma conduta correta para iniciativas de inteligência artificial.

    > Covid-19: como I.A. esta ajudando no mundo a respeito

    Já uma declaração publicada por órgãos públicos e privados do Canadá, baseiam a construção de soluções com inteligência artificial em 10 princípios básicos. São eles:

    1) Bem-estar;

    2) Respeito à autonomia;

    3) Proteção da privacidade;

    4) Solidariedade;

    5) Participação democrática;

    6) Igualdade;

    7) Inclusão e diversidade;

    8) Responsabilidade;

    9) Prudência e

    10) Desenvolvimento sustentável.

    Além das preocupações levantadas pela linha de frente no desenvolvimento, o assunto também já é pauta na visão do consumidor. Em uma pesquisa divulgada pela Capgemini, uma das empresas líderes em serviços de consultoria, tecnologia e terceirização

    com unidade em diversos países, incluindo o Brasil, 62% dos entrevistados confiam mais em uma I.A. quando suas interações são percebidas como éticas, e mais de 70% aguardam regulação sobre o uso da tecnologia.

    > Uma breve História da I.A.

    Mesmo estes estudos tendo sido aplicados no mercado internacional, ao Brasil é essencial que apliquemos as mesmas boas práticas. Esta é a hora de empresas desenvolvedoras desta tecnologia e organizações comerciais que façam o uso dela se adequarem aos princípios fundamentais de responsabilidade social para que possamos nos beneficiar da inteligência artificial de maneira positiva para todos.

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