Castelo da entrada do Parque Beto Carrero (Foto: Divulgação)
Enquanto as discussões sobre o fim da escala 6×1 não avançam em Brasília, uma gigante do entretenimento em Santa Catarina já saiu na frente. No Parque Beto Carrero World, em Penha, os funcionários trabalham em um sistema 4×2. Ou seja, quatro dias de serviço para dois de folga, que alternam a cada semana.
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O modelo foi adotado no parque de diversões muito antes da questão virar assunto no congresso. Há dois anos, os colaboradores das áreas de atendimento ao visitante e alimentação trocaram a escala 6×1 pela atual.
Conforme a direção do Beto Carrero, os resultados têm sido positivos tanto para o negócio quanto para o time de funcionários.
Veja fotos antigas do Beto Carrero World
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Construção da Ferrovia Dinomagic, em 1996 (Foto: Memórias BCW)
Trabalhadores na construção da Star Mountain, a primeira montanha-russa do Beto Carrero, em 1994 (Foto: Memórias BCW)
Imagem que mostra o Castelo das Nações, porta de entrada do parque, em 2002. A estrutura foi inaugurada em 1997 (Foto: Matheus Homrich, Memórias BCW)
Foto feita da roda-gigante e mostra a estrutura geral do parque em 1995 (Foto: Denise Trajano, Memórias BCW)
Castelo das Nações, inaugurado em 1997, e que abriga bilheteria, cafeteria e administrativo (Foto: Memórias BCW)
Ilha dos Piratas, a segunda atração temática do Beto Carrero (Foto; Everton Pinto, Memórias BCW)
Vista geral do Beto Carrero em 1992 (Foto: Ivan Chulvis, Memórias BCW)
África Misteriosa em ano desconhecido. Show aconteceu até meados de 2011 (Foto: Karina Zoellner, Memórias BCW)
Construção da Ilha dos Piratas, em 1992 (Foto: Ivan Chulvis, Memórias BCW)
Torre do Terror em 1997. Brinquedo foi desativado e saiu do catálogo do parque em 2017 (Foto: Cliomar Costa, Memórias BCW)
Barco Pirata, em 2001. Brinquedo é um dos mais antigos do parque ainda em funcionamento (Foto: Grazy Bernardino, Memórias BCW)
Construção do Castelo das Nações em 1997, ano em que a estrutura simbólica do parque foi inaugurada (Foto: Andreia Reis, Memórias BCW)
Foto de 1994 que mostra a construção da Star Mountain, a primeira montanha-russa do Beto Carrero (Foto: @familia_soares_de_mendonsa)
Sérgio Murad durante o antigo Desfile Geral que ocorria no parque (Foto: Memórias BCW)
Obras na Vila Germânica, primeira área temática do parque, em 1991 (Foto: Léo Beckhauser, Memórias BCW)
Tapete Mágico em 1999, atração radical do Beto Carrero que esteve em operação até 2006 (Foto: Memórias BCW)
Construção da Torre do Terror, em 1997. Foi a maior atração do parque até 2003, quando a Big Tower foi inaugurada (Foto: Memórias BCW)
Star Mountain, a primeira montanha do Beto Carrero, em 1995 (Foto: Emanuel de Oliveira, Memórias BCW)
Construção do Império das Águas, em 2003. É a maior das estruturas do Beto Carrero (Foto: @familia_soares_de_mendonsa, Memórias BCW)
Obras na primeira área temática do parque, a Vila Germânica, entre 1990 e 1991. Ao centro, a ilha que hoje é a Ilha dos Piratas (Foto: Memórias BCW)
Foto da Star Mountain, a primeira montanha-russa do Beto Carrero, em 2005 (Foto: Memórias BCW)
Um dos primeiros postais do Beto Carrero, das ciganas mediavais, com presença de Sérgio Murad (Foto: @felipecarlosvargas, Memória BCW)
Foto aérea da praça de alimentação, construída em 1995 (Foto: Arquivo BCW)
Obra no Castelo das Nações, em 1996. Estrutura foi inaugurada em 1997 (Foto: Arquivo BCW)
Foto feita em frente ao quadro das atrações, em 1996 (Foto: @pit_racoes, Memória BCW)
Vista aérea do parque em 1995 (Foto: Arquivo BCW)
Obra no Castelo das Nações, em 1996. Estrutura foi inaugurada em 1997 (Foto: Arquivo BCW)
Vista geral do Parque Beto Carrero nos anos 1990 (Foto: Arquivo BCW)
Desfile Geral (Foto: Arquivo BCW)
Como funciona a 4×2?
O formato tem duas folgas sequenciais depois de quatro dias trabalhados, o que configura mais dias de descanso do que o habitual em um mês, diferenciando-se do padrão 5×2 pela própria dinâmica do Beto Carrero, que funciona sete dias por semana.
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A mudança, claro, exigiu adaptações. Para viabilizar a escala 4×2, as equipes foram estruturadas em três grupos: enquanto dois atuam, um permanece em descanso. O formato exige, em média, um aumento de cerca de um terço no número de colaboradores por área, um investimento considerado estratégico para garantir qualidade, segurança e consistência na operação, descreve o parque.
Porém, isso não é encarado de forma negativa pelo CEO do empreendimento, Alex Murad, muito pelo contrário:
— Começamos o modelo de forma gradual nas áreas de frente, como operação de brinquedos e atendimento. Os benefícios foram tão claros que expandimos para Alimentos, Bebidas e Varejo — revela.
Segundo o parque, há maior previsibilidade na jornada, redução da necessidade de horas extras e melhor distribuição das equipes nos períodos de maior movimento, o que gera impacto direto no atendimento e na receita do negócio.
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Veja fotos de atrações do parque
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Foto: Divulgação
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Flexibilização de jornada
A iniciativa acompanha uma tendência global de flexibilização das jornadas e posiciona o parque como referência em gestão de pessoas no turismo brasileiro. Com funcionamento diário e horário estendido, das 9h às 20h, a operação exige cobertura contínua, com a possibilidade de reorganização das equipes em núcleos e turnos mais equilibrados.
A mudança se reflete em maior disposição das equipes durante o expediente, melhor concentração nas atividades e mais regularidade no cumprimento das metas operacionais, impactando diretamente na experiência do público. Equipes mais completas e descansadas ajudam a evitar atrasos no atendimento e falhas operacionais, fatores que influenciam a satisfação do visitante, o ticket médio e a percepção geral da visita, sustenta a direção do parque.
O movimento acompanha a fase de maior expansão da história do Beto Carrero World, que celebra 35 anos com um plano de investimento de R$ 2 bilhões para os próximos anos.