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APÓS 19 MESES

Fronteira com a Argentina tem novas regras para brasileiros após reabertura em SC

Brasileiros que quiserem entrar na Argentina por Dionísio Cerqueira, no Extremo-Oeste, precisam comprovar a vacinação contra a Covid-19

21/10/2021 - 05h00 - Atualizada em: 21/10/2021 - 09h48

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Por Luana Amorim
Comércio teve queda na faturamento com o fechamento da fronteira
Comércio teve queda na faturamento com o fechamento da fronteira
(Foto: )

Após 19 meses fechada por conta da pandemia da Covid-19, a fronteira entre Argentina e Brasil com acesso por Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, foi reaberta na terça-feira (19). Porém, uma série de medidas foram adotadas a fim de permitir a passagem de estrangeiros pela região. Além disso, a expectativa é que a volta da circulação de turistas pelo Extremo-Oeste impulsione a economia local. 

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O fechamento das froteiras ocorreu no dia 27 de março após a publicação de um decreto do governo argentino. Desde então, os turistas brasileiros não conseguiam acesso, por via terrestre, ao país vizinho por meio da aduana de Dionísio Cerqueira.

Com o avanço da vacinação e a melhora no números, a fronteira pode voltar a receber turistas nesta semana. Mas as pessoas que querem acessar a Argentina ou o Brasil ainda precisam seguir uma série de medidas. 

Para entrar no país vizinho, por exemplo, os brasileiros precisam apresentar documento com foto, declaração de entrada, disponível no site do governo argentino, além do comprovante das duas doses da vacina, sendo que a segunda precisa ter sido aplicada 14 dias antes da entrada.

Turistas também precisam apresentar um exame PCR, feito com até 72 horas de antecedência da viagem. Na aduana, a vigilância também faz um novo teste de antígeno, gratuito, antes da entrada no país.

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Outra coisa que muda é a forma de entrada nos países. Para os brasileiros que vão para a Argentina, o acesso é permitido 24 horas por dia, sem restrições. Eles podem circular pelo território com o visto de turista por 90 dias. 

Já os argentinos só têm permissão de ficar nas cidades de fronteira, como Dionísio Cerqueira, caso entrem no Brasil por via terrestre. A fiscalização é por conta de Polícia Federal, Receita Federal e Vigilância Sanitária municipal.

— Isso é o que prevê o atual decreto [do governo federal], mas acreditamos que haja uma flexibilização nas próximas semanas — pontua Bianca Maran Bertamone, vice-prefeita de Dionísio Cerqueira.

Além disso, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não há, neste momento, exigência de comprovante vacinal para argentinos em deslocamentos por via terrestre entre os dois países. As medidas foram estabelecidas por meio da Portaria 658 de 5 de outubro de 2021, expedida pela Casa Civil, Ministério da Justiça e Segurança Pública e Ministério da Saúde.

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Reabertura deve reaquecer a economia

Com a baixa circulação na fronteira em Dionísio Cerqueira, houve impactos no comércio local. Segundo a prefeitura, o movimento caiu em 50%. Uma das pessoas que sentiu as consequências do fechamento foi a comerciante Luci Laine Malakowski, que tem uma loja na rua que dá acesso à fronteira.

— Nós passamos por outros momentos de crise, como a crise de câmbio ou da troca de moeda. Mas, do comércio fechar e ver a aduana assim, sem nada, sem nem uma fila de carro ou pessoa, foi díficil — disse em entrevista à NSC TV. 

Outro catarinense que também sentiu os impactos do fechamento foi Valdir Dimer, que há cinco anos possui um mercado em um dos principais pontos de Dionísio Cerqueira. Ele conta que o faturamento, que antes era de mais de R$ 100 mil mensais, caiu para R$ 20 mil nos últimos meses.

— Nós só conseguimos nos manter pela questão que estávamos organizados financeiramente. Agora, temos a esperança que com a fronteira reabrindo possamos voltar naquilo que éramos antes — salienta.

A expectativa também é compartilhada pelo município. De acordo com a vice-prefeita de Dionísio Cerqueira, Bianca Maran Bertamone, a esperança é que o fluxo de turistas aumente nos próximos dias e, com isso, haja uma retomada na economia. 

— Estamos aguardando isso há muito tempo. Foi a primeira vez que a fronteira ficou fechada e isso impactou as nossas vidas. Com a abertura, além de visualizar o fim da pandemia, também esperamos um movimento ecônomico muito maior — diz. 

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