nsc
nsc

Investe mais

Fundos de renda fixa: Qual o diferencial de investir diretamente em ativos?

Mesmo que seja uma alocação conservadora, não é livre de riscos; entenda

01/06/2022 - 15h54

Compartilhe

Estúdio
Por Estúdio NSC
Renda fixa
A baixa flutuação da nossa moeda é uma das justificativas para considerar investimentos em fundos de renda fixa
(Foto: )

A continuidade de fatores de risco influenciando os mercados, como guerra na Ucrânia, lockdown na China, temor de recessão nos Estados Unidos e aumentos das taxas de juros das autoridades monetárias levaram os investidores a olharem com carinho novamente para a renda fixa. Entre Tesouro Direto, Certificado de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito, Debêntures, investidores iniciantes ou que buscam minimizar os riscos buscam não só alocar diferentes ativos no portfólio ao destinar parcelas distintas para cada um, mas também em fundos de investimento em renda fixa.

O que é um fundo de renda fixa?

Importante destacar que o fundo não é uma única aplicação de renda fixa, mas sim uma carteira escolhida por um gestor que possui diversos ativos de renda fixa – para ser mais exato, 80% do patrimônio do fundo deve ser alocado com essa finalidade.

Assim como outros fundos, ao investir, a pessoa vira cotista, como se contratasse um gestor para destinar quais os melhores ativos segundo aquele objetivo. No caso, o fundo de renda fixa é mais conservador do que um fundo de renda variável ou multimercado.

O fundo funciona desta forma: os investidores compram cotas do fundo e o gestor adquire os produtos que devem compor a carteira, principalmente com ativos financeiros de renda fixa atrelados, em grande parte, à taxa de juros ou à inflação. Ao virar cotista, o investidor dá um voto de confiança de que o gestor irá alocar os recursos da maneira mais eficiente possível. Como os fundos possuem regulamento, antes de comprar cotas, é possível verificar se a estratégia está de acordo com o seu perfil de investidor.

> 8 coisas que você precisa saber antes de começar a investir

Os fundos de renda fixa simples possuem 95% do patrimônio em títulos públicos federais, como o Tesouro Selic ou títulos privados com risco semelhante. Já os fundos referenciados investem o mesmo percentual em ativos atrelados a um indicador que pretende superar, como a taxa DI. Além desses, os fundos de renda fixa de dívida externa investem 80% do patrimônio em ativos que representam a dívida externa brasileira.

Fundos de curto prazo possuem títulos que vencem no prazo máximo de 375 dias, com cotas menos sensíveis a oscilações nas taxas de juros. Os gestores desses fundos alocam os ativos em títulos públicos federais ou privados pré-fixados; indexados à taxa Selic, a outra taxa de juros ou a índices de preços; títulos privados que sejam considerados de baixo risco de crédito; cotas de fundos de índice desses tipos de títulos e operações compromissadas lastreadas em títulos públicos federais.

Fundos de renda fixa são livres de riscos?

A resposta curta é: não. Mesmo que os riscos sejam mais baixos, eles existem. Os fundos de renda fixa são considerados boa oportunidade de investimento para pessoas de perfil conservador, ou seja, não tendem a sofrer tanta oscilação quanto investir em criptomoedas ou na bolsa de valores.

A renda fixa possui riscos como a marcação a mercado, quando os títulos sofrem oscilações se não forem resgatados no prazo pré-estabelecido, além de risco de crédito, tanto para títulos públicos quanto privados. Ao contrário de investimentos em CDBs, LCIs ou LCAs, os fundos de renda fixa não possuem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Ainda, há interferências dos indicadores macro nesses investimentos. Como os fundos possuem grande parte dos ativos em aplicações atreladas à inflação ou Selic, alterações nesses indicadores vão influenciar também os rendimentos dos ativos.

Custos envolvidos

Como esses ativos são escolhidos por um gestor, normalmente os fundos possuem taxas de administração, com valores porcentuais pré-estabelecidos pelo fundo. Na Warren, essa taxa é zero.

> Sensacionalismo no mundo dos investimentos: como diferenciar profissionais corretos de fraudes

Além disso, quando o investidor vai avaliar a rentabilidade de um ativo, precisa considerar todas as cobranças, assim como os impostos. O IOF, assim como em ativos de renda fixa comprados diretamente, incide apenas se você recolher o dinheiro antes de 30 dias. Já o imposto de renda vai variar conforme o tempo de aplicação no fundo – quanto maior o tempo de investimento, menor o percentual de imposto.

Prós e contras

Ao investir em fundos de renda fixa, o investidor possui como vantagens a facilidade de acesso, com possibilidade de começar com valores baixos, gestão profissional, menor risco e maior diversificação dos ativos.

Por outro lado, as desvantagens tendem a ser os custos envolvidos, caso você escolha um fundo com taxas abusivas. A dica de ouro é sempre ler com atenção todos os materiais técnicos de um fundo ao investir.

Como começar a investir em fundos de renda fixa?

Para investir em fundos de renda fixa, é preciso abrir conta em uma corretora, mas não é preciso ter um grande saldo para tirar seu dinheiro da poupança! Abrindo uma conta na Warren, além de poder conhecer diferentes fundos de investimento, você tem acesso a diversos títulos de renda fixa, caso se sinta confortável a escolhê-los com autonomia. Clique aqui, conheça a Warren e abra sua conta — é grátis.

Quer investir em fundos de renda fixa? A Warren possui taxas zero. Conheça mais sobre o fundo.

Leia também

Quando é o momento certo para vender ações?

3 motivos pelos quais o planejamento financeiro faz bem para o bolso

10 respostas para as dúvidas que todo investidor iniciante tem

Colunistas