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Quando é o momento certo para vender ações?

Práticas comuns de investidores podem resultar em prejuízos; entenda

07/04/2022 - 08h58

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Venda de ações - Warren - NSC
Oscilação do mercado financeiro e falta de conhecimento gera dúvida nos investidores.
(Foto: )

A falta de conhecimento e informação sobre o mercado financeiro faz com que os investidores acumulem dúvidas sobre o momento certo para vender as ações. É comum que iniciantes procurem ativos mais “famosos” que apresentaram altas expressivas anteriores, mas retornos passados não são garantia de rentabilidade no futuro.

Outra prática comum é inverter o sentido em que deveria estar: em momentos de “boom” econômico, comprar ativos mais caros, pois já passaram por um processo de valorização, e vender na baixa, assustado com grandes oscilações em períodos de incertezas sobre os rumos do mercado, da economia em geral ou até em crises geopolíticas, como o que ocorre agora com a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Existe um momento certo para vender determinada ação?

Como aponta o megainvestidor Warren Buffett, “o mercado de ações é um mecanismo de transferência de dinheiro de impacientes para pacientes”. O primeiro passo é definir qual o perfil de investidor, do mais conservador ao mais arrojado. Mesmo clientes conservadores podem ter uma certa exposição ao mercado de capitais, mas ela deve ser mais restrita. No entanto, se grandes quedas pontuais tiram o sono da pessoa, investir em renda variável pode não ser recomendável, ou é preciso reavaliar o percentual dessa exposição diante do total de ativos.

Existem investidores que escolhem análise gráfica, fundamentalista ou ambas. Mesmo investidores que são mais agressivos podem optar por uma ou outra delas. Na análise gráfica, o investidor vai analisar a tendência de preços. Se ele acredita que o preço está mais baixo do que estará no futuro, tende a vender, e vice-versa. Analisar padrões dessa forma pode ser ainda mais difícil em momentos de incertezas econômicas, pois o mercado se torna mais irracional, agindo em “efeito manada” por aversão ao risco.

Na análise fundamentalista, o investidor vai analisar indicadores dos balanços divulgados pelas empresas e quais são as perspectivas – como relação preço por lucro, nível de endividamento, faturamento, lucro líquido, entre outros. Um ponto chave é que empresas mais lucrativas e com a saúde financeira em dia tendem a apresentar resultados melhores no longo prazo.

Tiago Alves, especialista de investimentos na Warren, reforça que o mercado financeiro é baseado na oscilação e existem dois tipos de investidores: os que buscam rendimentos de curto prazo e os que buscam retornos de longo prazo. Assim, é preciso balancear os ativos com empresas que possuam chance de crescimento ou que distribuem mais dividendos, dependendo das preferências de cada pessoa.

— Se é uma ação que paga dividendos, ela distribui lucros para o acionista. Ela geralmente não é de alto crescimento — detalha.

Cabe ao investidor definir: qual o rendimento que espera com aquela ação e em qual período de tempo? Ao chegar nesse nível, seria o momento de avaliar se gostaria de vender esse ativo.

> Reserva de emergência: investimentos de renda fixa são alternativos à poupança

Bancos, casas de análise e corretoras, quando indicam ações, apontam os preços-alvo dos ativos, geralmente em 12 meses. Cabe ao investidor avaliar as informações disponíveis, se confia e endossa essa expectativa e assumir ou não o risco para uma potencial valorização ou potencial queda nos preços dos ativos.

O importante é não se desesperar quando houver uma oscilação brusca devido a crises. Investidores de longo prazo, principalmente, podem ficar um pouco mais tranquilos quando houver oscilações, se tiverem uma carteira bem balanceada. Ao querer vender com medo do valor de uma ação cair, o investidor acaba perdendo o foco e não percebe o que realmente importa: os fundamentos da minha empresa mudaram?

Por isso, é importante balancear o portfólio e diversificar os investimentos. Existem diversos tipos de ativos, que podem diversificar mais a carteira e diminuir os riscos. Se investir apenas em uma ação pode parecer complicado, o investidor pode optar por fundos, fundos de índices, os chamados ETFs, e dividir os recursos entre nacionais e internacionais. Assim, quando um mercado estiver mal, o outro pode não estar. Neste ano, por exemplo, a bolsa americana sofreu uma forte correção, após um ano de 2021 que trouxe sorrisos a quem aportou por lá. Já a bolsa brasileira passa por recuperação, após um ano de desagrados para os investidores.

Diversificação de investimentos - Warren - NSC
Formar a reserva de emergência e diversificar os investimentos é fundamental para segurança e rentabilidade.
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Buy and Hold ou Day Trade?

Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que 97% das pessoas que fazem day trade perdem dinheiro. O day trade nada mais é do que realizar operações no curto prazo, com compra e venda no mesmo dia. Por isso, a orientação do especialista da Warren, principalmente para os iniciantes, é optar por uma estratégia de longo prazo, também conhecida como buy and hold. O objetivo é comprar empresas com fundamentos sólidos, que estejam em níveis satisfatórios de preços e que possam apresentar crescimento do valor de mercado e/ou pagar bons dividendos.

Isso evita situações em que o investidor queira seguir uma tendência sem conhecer bem a realidade financeira da empresa e o crescimento esperado nunca chegar.

— Se a pessoa investe em apenas um ativo e o retorno no curto prazo não chega nunca, ela acaba até vendendo no prejuízo — destaca o especialista.

E para investir na bolsa sem taxa de corretagem e sem conflito de interesses, a Warren possui uma plataforma de investimentos descomplicada com um home broker disponível para você começar. 

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