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    DOSE DE ESPERANÇA

    Gêmeos que nasceram com apenas 26 semanas de gestação recebem alta no Oeste de SC; veja o vídeo

    A mãe Letícia passou 112 dias no hospital com Benjamim e Dominic. Enquanto isso, o contato com o pai era apenas por telefone

    08/04/2021 - 10h22 - Atualizada em: 08/04/2021 - 10h25

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    Maria Eduarda
    Por Maria Eduarda Dalponte
    Letícia e os gêmeos no Hospital Regional São Paulo
    Letícia e os gêmeos no Hospital Regional São Paulo
    (Foto: )

    Os gêmeos Benjamim e o Dominic Demarchi, que nasceram com 26 semanas de gestação, receberam alta hospitalar nessa quarta-feira (7), após ficarem 112 dias internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Regional São Paulo (HRSP), em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina.

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    Segundo o HRSP, os bebês são prematuros extremos e, por isso, precisaram ficar na UTI por tanto tempo. Durante o período no hospital, a mãe Letícia pôde ficar em um quarto anexo à UTI para acompanhar o crescimento de seus filhos. Porém, devido à pandemia da Covid-19, o pai Jhonatan não pôde visitar a família e precisou esperar quase quatro meses em casa, recebendo fotos e informações pelo telefone. 

    O parto aconteceu de forma natural no dia 14 de de dezembro de 2020. Letícia estava grávida de 26 semanas e contraiu uma infecção urinária, que impediu que a placenta se desenvolvesse corretamente e estimulou o parto prematuro.

    Os gêmeos são os primeiros filhos do casal Letícia e Jhonathan, que têm 24 e 27 anos, respectivamente. A família mora em Formosa do Sul e a mãe passou por uma gestação tranquila, sem complicações ou desconforto.

    Letícia conta que o período que os quatro passaram separados foi muito difícil porque o pai não conseguiu acompanhar o desenvolvimento dos gêmeos e não pôde, sequer, pegá-los no colo.

    — Ele sofria muito com a saudade de todos nós — conta a mãe do Benjamim e do Dominic.

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    Ao sair do hospital, os pequenos receberam um “Certificado de Vencedores” da equipe da UTI Neonatal do HRSP. Depois da alta hospitalar, a felicidade de poder levar os filhos saudáveis para casa contagiou a família:

    — Ter eles em casa é ter a certeza da resposta das nossas orações diárias. Ver eles saindo bem e com saúde não tem preço. Eles enfrentaram muitas batalhas e venceram todas com muita garra. Ir para casa é sentir meu maternar realmente começar, é ver que cada dia valeu a pena — desabafa Letícia.

    Benjamin e Dominic passam bem e, agora, continuam o acompanhamento com a pediatra para avaliar a saúde prolongada dos bebês. 

    *Com supervisão de Augusto Itnner

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