Termina nesta terça-feira (7) o prazo dos EUA para a reabertura do Estreito de Ormuz. Em resposta às ameaças de Donald Trump, o Irã manteve o bloqueio e sinalizou expandi-lo ao Estreito de Bab el-Mandeb, agravando uma crise que já afeta a economia de 40 nações.
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ONU rejeita intervenção armada em Ormuz
Rússia e China utilizaram seus poderes de veto no Conselho de Segurança para barrar a proposta do Bahrein de autorizar o uso de força militar no Estreito de Ormuz. A negativa ocorreu mesmo após a França flexibilizar sua posição e aceitar uma resolução que previa intervenção armada por seis meses. Em resposta, o Reino Unido, à frente de uma coalizão de 40 países, classificou o bloqueio iraniano como um sequestro deliberado da economia global.
Ataques em Qom, Shiraz e Tel Aviv
A manhã desta terça-feira registrou uma série de bombardeios após o fracasso das vias políticas. Enquanto Israel e Estados Unidos atingiram complexos petroquímicos e infraestruturas na Ilha de Kharg e em Shiraz, o Irã revidou com ataques contra o território israelense. O governo iraniano mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz e rejeita qualquer mediação ocidental que não atenda às suas exigências de segurança.
Coalizão de 40 países articula resposta ao bloqueio iraniano
Enquanto a artilharia avança, o mercado global observa a escalada com apreensão. A união de 40 países sob a liderança do Reino Unido tenta criar um corredor de pressão internacional, mas o regime de Teerã parece disposto a pagar o preço do isolamento para manter seu poder de barganha.
Com o esgotamento dos canais diplomáticos e o fim do prazo estabelecido pela Casa Branca, potências ocidentais articulam nos bastidores o uso da força militar. A estratégia ganha contornos práticos mesmo sem o consenso do Conselho de Segurança da ONU.
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*Edição por Nicoly Souza

