O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cancelou a viagem que faria aos Estados Unidos, junto do presidente Lula (PT). O motivo do cancelamento, segundo ele, é a possível votação do projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (19). As informações são do Uol.

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O projeto de lei em questão amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A proposta ganhou requerimento de urgência, aprovado pela Câmara dos Deputados em agosto.

— Eu vou permanecer no Brasil em virtude dessa possibilidade. Nós entendemos que possivelmente os líderes se reúnam na Câmara para julgar a conveniência e oportunidade de levar à plenária semana que vem. Então, estou ficando um pouco em função disso — explicou o ministro.

Além de Haddad, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também desistiu da viagem aos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral da ONU e outros eventos no país, entre os dias 20 e 24 de setembro. O motivo alegado por ele foi a imposição de restrições pelo Governo Trump de circulação no país ao ministro.

— […] Eu sou o ministro da Saúde do Brasil. Quando vou para um evento como esse, tenho que ter plena possibilidade de participar do conjunto das atividades das quais nós somos convidados — disse Padilha.

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Viagem de Lula deve coincidir com anúncio de nova retaliação dos EUA

A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Nova York para a Assembleia Geral da ONU na próxima semana poderá coincidir com o anúncio de novas medidas de retaliação dos Estados Unidos ao Brasil.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que novas ações, em resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), serão divulgadas na “próxima semana” — período em que Lula estará no país participando do evento. As informações são do jornal O Globo.

A reação americana já era esperada, segundo integrantes do governo ouvidos pelo jornal. Desta vez, eles avaliam que os anúncios podem ser sanções individuais com foco em autoridades brasileiras, como aconteceu com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que teve vistos suspensos e foi incluído na lista de restrições financeiras da Lei Magnitsky.

*Sob supervisão de Giovanna Pacheco

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