Após uma sequência de dias de tempo firme e temperaturas em elevação, Santa Catarina deve enfrentar uma mudança nas condições do tempo a partir de sexta-feira (17). A aproximação de uma frente fria favorece a ocorrência de temporais, chuva, rajadas intensas de vento e até queda de granizo, principalmente nas regiões Oeste, Sul e Serra.
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A Defesa Civil do Estado já indica a mudança no tempo entre sexta e domingo (19), enquanto o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu avisos de tempestade e vendaval para diversas regiões catarinenses.
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Segundo a Defesa Civil, a quarta-feira (15) e a quinta-feira (16) ainda serão marcadas por tempo estável na maior parte do Estado, com predomínio de sol e temperaturas em elevação. Na quinta, no entanto, uma frente fria que atua sobre o Rio Grande do Sul já pode provocar temporais isolados no Oeste e Extremo Oeste catarinense, com baixo risco para ocorrências.
Na sexta-feira (17), as instabilidades permanecem concentradas no Grande Oeste, enquanto o restante do Estado segue com tempo firme e calor, com máximas que podem se aproximar dos 30°C no Oeste e no Litoral Sul.
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A mudança mais significativa ocorre no sábado (18). O dia começa com predomínio de sol em Santa Catarina, mas, entre a tarde e a noite, o avanço da frente fria aumenta as condições para pancadas de chuva e temporais isolados do Centro ao Sul do Estado, especialmente nas áreas próximas à divisa com o Rio Grande do Sul. No domingo (19), a chuva se espalha para as demais regiões catarinenses.
Inmet emite alertas para tempestades e vendavais
O Inmet publicou um aviso de perigo potencial para tempestades, válido entre a meia-noite de sexta-feira (17) e as 23h59min de domingo (19), abrangendo o Oeste, Sul e Serra catarinenses.
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De acordo com o instituto, são esperadas chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros por dia, ventos entre 40 km/h e 60 km/h e possibilidade de queda de granizo. Há baixo risco de cortes de energia elétrica, danos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.
Além disso, o Inmet emitiu um aviso de perigo para vendaval, também válido entre sexta e domingo. O alerta prevê rajadas entre 60 km/h e 100 km/h, com risco de queda de árvores, destelhamentos e danos em edificações e plantações.
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Antes disso, entre quinta-feira e sexta-feira, também está em vigor um aviso de perigo potencial para vendaval no Oeste, Sul e Serra de Santa Catarina, indicando ventos entre 40 km/h e 60 km/h e baixo risco para queda de galhos de árvores.
Defesa Civil recomenda distância de árvores e torres de transmissão
Em caso de rajadas de vento, a orientação é evitar abrigo sob árvores devido ao risco de quedas e descargas elétricas. Também é recomendado não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Durante os temporais, a população deve evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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Em situações de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
Inmet confirma primeiros efeitos do El Niño no Sul do Brasil
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou na tarde desta terça-feira (14) que o El Niño já afeta o clima no Sul do Brasil. Segundo o órgão, na última semana foram observados padrões atmosféricos característicos do fenômeno, que favorecem o aumento das chuvas em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.
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Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, o El Niño altera o regime de chuvas em diferentes regiões do país. Durante episódios do fenômeno, ocorre o fortalecimento dos chamados Jatos de Baixos Níveis (JBN), que são correntes de vento que transportam umidade da região tropical para a Região Sul do Brasil.
Ao mesmo tempo, a atuação de centros de baixa pressão intensifica o fluxo de umidade, favorecendo a formação de nuvens e ocorrência de chuvas. Além disso, um sistema de alta pressão com centro no Oceano Atlântico e atuação sobre as regiões Centro-Oeste e Sudeste, estabelece um bloqueio atmosférico que dificulta o avanço dos sistemas para outras regiões do país.
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O que são Jatos de Baixos Níveis (JBN) e por que eles favorecem tempestades
Os Jatos de Baixos Níveis (JBN) são corredores de ventos fortes que sopram a cerca de 1,5 mil metros de altitude. Eles funcionam como uma espécie de “esteira” atmosférica, transportando calor e umidade da Amazônia em direção ao Sul do Brasil.
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Quando esses ventos se intensificam, levam uma grande quantidade de vapor d’água para a região, aumentando a disponibilidade de umidade na atmosfera — um dos principais ingredientes para a formação de tempestades.
Em episódios de El Niño, esse transporte de umidade costuma ficar mais intenso. Além disso, um bloqueio atmosférico sobre as regiões Centro-Oeste e Sudeste dificulta o avanço dos sistemas para outras áreas do país, fazendo com que a umidade permaneça concentrada sobre a Região Sul e aumente os volumes de chuva.
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Em resumo, o Jato de Baixos Níveis:
- transporta calor e umidade da Amazônia para o Sul do Brasil;
- aumenta a quantidade de vapor d’água disponível para formação de chuva;
- quando atua com áreas de baixa pressão e frentes frias, favorece a ocorrência de tempestades;
- durante o El Niño, tende a ficar mais intenso, potencializando as precipitações na Região Sul.













