Orelha e os amigos caninos Pretinha e Caramelo, também cães comunitários da Praia Brava, em Florianópolis, terão as histórias transformadas em livro. A obra, com previsão de lançamento para março, será contada pelo próprio cãozinho, a partir de relatos que serão enviados à editora por qualquer pessoa que já tenha convivido com algum dos três animais. (saiba como participar abaixo)
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De acordo com a editora Bailer Books, de Florianópolis, todo o lucro obtido com o livro será doado para a ONG Cãotinho do Amor, que cuida de animais para adoção.
Quem são Orelha, Pretinha e Caramelo?
Cães foram retirados da praia após morte do companheiro
O cão comunitário Orelha foi encontrado gravemente ferido por moradores da Praia Brava no dia 5 de janeiro, após sofrer agressões no dia anterior, e não resistiu aos ferimentos. A investigação da Polícia Civil apura o envolvimento de adolescentes. Um deles já comprovou que não fez parte do ato, e agora é tratado como testemunha.
O caso Orelha comoveu o Brasil. No domingo (1º), manifestantes se reuniram em Florianópolis e todo o país para pedir justiça ao animal.
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Após a morte do amigo, Pretinha e Caramelo foram retirados, por motivos diferentes, da Praia Brava.
Pretinha era companheira do cãozinho e, atualmente, está sob acompanhamento veterinário após apresentar alterações clínicas percebidas por sua cuidadora, responsável pelo lar temporário dela depois das agressões ao companheiro canino. Segundo a veterinária que acompanha o caso, o quadro é estável e novos exames estão em andamento para definição precisa do diagnóstico.
Já Caramelo foi vítima de uma tentativa de afogamento também neste ano. O animal teria sido levado ao mar no colo por um adolescente, mas conseguiu fugir e sair do local. A Polícia Civil investiga o caso.
Como participar da ação comunitária?
Caso a pessoa já tenha convivido com um dos três cães e tenha interesse em participar da ação, a editora pede que envie um breve relato com foto ou vídeo para o e-mail bailerbooks.adm@gmail.com, com o assunto “Orelha”. Os relatos serão recebidos até o dia 9 de fevereiro.
A obra será comunitária e narrada em primeira pessoa — no caso, por Orelha — por meio de um ghostwriter (ou escritor fantasma), um profissional contratado para produzir textos sem receber crédito oficial pela autoria.
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Ao NSC Total, a editora informou que até pessoas de outros estados brasileiros que passaram o verão em Florianópolis já os contataram para falar sobre os cãezinhos.
“É um projeto feito com cuidado, respeito e propósito, pra homenagear o Orelha e tudo o que ele representou”, escreveu a editora nas redes sociais.












