Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho mais velho do presidente Lula com a ex-primeira-dama Marisa Letícia, é empresário do setor de tecnologia e tornou-se alvo da CPMI do INSS após o Senado aprovar a quebra de seu sigilo bancário para investigar supostos repasses ilícitos. A apuração envolve ainda uma suposta “mesada” oriunda de fraudes no órgão do governo.

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Sócio da Gamecorp e residente na Espanha, Lulinha já teve seu nome envolvido em investigações da Operação Lava-Jato. Ele também enfrenta atualmente uma cobrança de R$ 10 milhões da Receita Federal por suposta sonegação fiscal relacionada a contratos com o grupo Oi/Telemar, embora o processo criminal correspondente tenha sido arquivado por decisões do STF. 

O escândalo do INSS e a CPMI  

A polêmica mais recente envolve a suspeita de que Lulinha teria ligações com esquemas de fraude no INSS. 

  • O que aconteceu: O Senado aprovou a quebra de seu sigilo bancário
  • A suspeita: Mensagens interceptadas pela Polícia Federal sugerem que ele seria sócio oculto do lobista Antônio Camilo Antunes, também conhecido como “Careca do INSS”. 

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  • O que está sendo investigado: Se Lulinha recebeu repasses financeiros indevidos ou uma espécie de “mesada” vinda de desvios do órgão.

Veja fotos sobre polêmica entre Lulinha e crise do INSS

A relação com a Oi/Telemar e a Receita Federal  

Este é o ponto que envolve os maiores valores financeiros e gerou processos na Operação Lava-Jato. 

  • As cifras: Entre 2004 e 2016, as empresas de Lulinha (Gamecorp e Gol) teriam recebido R$ 132 milhões do grupo de telefonia Oi/Telemar. 

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  • O problema fiscal: A Receita Federal cobra atualmente cerca de R$ 10 milhões de Lulinha, alegando que ele sonegou impostos e que não há provas de que os serviços contratados pela Oi foram realmente prestados. 
  • Situação jurídica: Embora o Fisco mantenha a cobrança, o processo criminal na Justiça foi arquivado após o STF anular provas e decisões anteriores. 

Veja vídeo do tumulto na sessão que aprovou quebra de sigilo

Lava-Jato e JBS (fatos versus fake news)  

É comum confundir investigações reais com boatos que circularam intensamente nas redes sociais: 

  • Lava-Jato: O nome de Lulinha foi citado em várias fases da operação sob suspeita de tráfico de influência, mas as investigações nunca chegaram a uma condenação judicial definitiva. 

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  • Caso JBS: Durante anos, circulou a informação de que Lulinha seria o dono da JBS (Friboi). Isso é falso. Auditorias e os próprios donos da empresa desmentiram qualquer sociedade com o filho do presidente.

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* Com edição de Jean Laurindo