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    Dengue

    Mais de 2,3 mil moradores de Joinville já contraíram dengue em 2021

    Apenas em março, o número de focos do mosquito Aedes aegypti foi três vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2020

    30/04/2021 - 13h20

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    Patrícia
    Por Patrícia Della Justina
    Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue
    Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue
    (Foto: )

    Pelo menos 2.392 moradores de Joinville já contraíram dengue somente em 2021. O número corresponde a 27% do total de casos registrados em todo o ano passado, quando o município contabilizou 8.729 casos. Os números preocupam o município.  

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    Nos primeiros quatro meses deste ano, 5 mil focos do mosquito Aedes aegypti já foram identificados na maior cidade de Santa Catarina. O número de março, quando foram localizados 992 focos, é quase três vezes maior do que o mesmo período do ano passado, com 302 registros.

    O mosquito é o transmissor da dengue, zika vírus, chikungunha e febre amarela. 

    Conforme a prefeitura de Joinville, os bairros com mais quantidade de casos de dengue são: Boa Vista, Aventureiro, Itaum, Floresta e Fátima. 

    > "Temos pessoas com Covid-19 e dengue ao mesmo tempo em Joinville", diz infectologista

    A Secretaria da Saúde considera infestados pelo mosquito os bairros Boa Vista, Jardim Sofia, Fátima, Jarivatuba, Bucarein, Itaum, Guanabara, Floresta, Comasa, Espinheiros, Jardim Iririú e Aventureiro.

    Duas variantes em circulação

    Além do crescente número de focos positivos, os joinvilenses devem estar alerta para outro fator problemático: a existência de duas variantes do vírus da dengue que atualmente circulam no município, além de uma terceira encontrada em outras regiões de Santa Catarina.

    De acordo com o infectologista Luiz Henrique Melo, coordenador médico da Vigilância em Saúde, pessoas que já tiveram dengue e que forem infectadas novamente, podem desenvolver a doença de forma mais grave.

    > O que são as variantes do coronavírus e como elas impactam Santa Catarina

    - Com mais circulação de mosquito, maior a possibilidade das pessoas pegarem a primeira infecção. Já quem foi infectado no ano passado, poderá pegar um novo vírus e fazer a dengue hemorrágica. Esse grupo nos preocupa, pois vai precisar de hospital, em um momento em que estamos concorrendo com a Covid-19 e com o sistema hospitalar sob pressão - alerta.

    Sintomas e atendimento médico

    Embora sintomas como febre, dor de cabeça e dores musculares sejam comuns à Covid-19 e à dengue, quadros de dor atrás dos olhos e erupções cutâneas são mais característicos à doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

    Para casos suspeitos de dengue, a orientação é que o cidadão procure atendimento médico em uma Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF), especialmente diante da presença de sinais de alarme em que, no período de efervescência da febre, haja dor abdominal intensa e contínua ou durante a palpação do abdômen, além de vômitos persistentes e sangramento da mucosa.

    > Dengue em Joinville: as estratégias do município para evitar novo recorde de casos em 2021

    - Realizamos ações múltiplas e concatenadas e não devemos esquecer que também temos outras doenças, além da dengue e da Covid-19. Por isso, todos precisam evitar aglomerações, usar máscara, manter o distanciamento social e eliminar possíveis focos do mosquito em suas casas ou, se identificados em locais próximos, avisar a Vigilância Ambiental para fazer o controle - reforça o médico.

    Prevenção e combate à dengue

    Entre as medidas realizadas pela Vigilância Ambiental de Joinville estão a delimitação de focos e a manutenção de aproximadamente 1,5 mil armadilhas distribuídas em toda a cidade. Outra medida são as visitas quinzenais a cerca de 600 pontos estratégicos considerados locais potenciais para o surgimento de focos, a manutenção de 649 Estações Disseminadoras de Larvicida por meio de um projeto implantado em parceria com a Fiocruz Amazônia, o bloqueio de transmissão em casos de doentes confirmados e a retirada de lixo e entulho de terrenos.

    ​> Entenda a diferença entre dengue comum e hemorrágica

    Além do trabalho da Secretaria da Saúde, também cabe à população a responsabilidade de combater a proliferação com medidas simples como eliminar água armazenada em locais que podem se tornar criadouros, tais como vasos de plantas, galões de água, garrafas, piscinas sem uso e sem manutenção e, até mesmo, pequenos recipientes.

    Outra dica para prevenir a doença é usar roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, período em que os mosquitos são mais ativos, utilizar repelentes e inseticidas de acordo com as instruções do rótulo, e mosquiteiros para proteger pessoas que dormem durante o dia, como bebês e pacientes acamados.

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