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Pandemia

Mais de 380 mil adultos ainda não receberam a primeira dose da vacina contra Covid em SC

Número que corresponde a pessoas com idade entre 18 e 59 anos representa 6,25% da população apta para receber o imunizante no Estado

28/10/2021 - 06h00 - Atualizada em: 28/10/2021 - 14h19

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Luana
Por Luana Amorim
Para especialista, é preciso entender os motivos da não vacinação
Para especialista, é preciso entender os motivos da não vacinação
(Foto: )

Ao menos 383.298 adultos, com idade entre 18 e 59 anos, ainda não tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 em Santa Catarina, segundo dados do Monitor da Vacina do NSC Total. O número representa 6,25% da população apta para receber o imunizante no Estado. Para cumprir a meta, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) aposta na busca ativa dos catarinenses.

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A estimativa é que um total de 6.123.114 pessoas estejam aptas a receber a vacina no Estado - o número leva em conta a população vacinável, ou seja, pessoas a partir de 12 anos. Desses, 5.548.544 já tomaram a primeira dose, o que representa 90,62% do total, e 574.570 ainda precisam se vacinar, cerca de 9,3%, de acordo com o Monitor. 

A faixa etária com o maior número de pessoas não vacinadas é entre 12 e 17 anos. Ao todo, 216.648 adolescentes ainda não receberam a primeira dose da vacina contra a Covid. A campanha para essa faixa etária iniciou em setembro e apenas doses da Pfizer podem ser oferecidas para esse público.

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Já entre os adultos, a faixa etária com maior número de pessas sem a primeira dose é entre 40 e 49 anos, em que 138.431 catarinenses ainda não tomaram o imunizante. 

Em contrapartida, entre os idosos, o Estado conseguiu ultrapassar a meta de vacinação. Entre aqueles com idade entre 60 e 69 anos, por exemplo, foram vacinados 20.273 pessoas a mais que a estimativa, que era de 628.481. 

Para o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, o número de adultos sem a primeira dose pode ser menor que esse. Isto porque alguns municípios ainda têm dificuldades para registrar os dados no sistema. 

— Algumas cidades ainda têm dificuldades para o registro das vacinas e, por isso, no número final, aparece como não vacinado. Mas agora, com o novo vacinômetro, buscamos trazer mais robustez nos dados, para que ele fique mais perto da realidade — explica.

Mesmo assim, a pasta tem acompanhado os números de não vacinados, com listas compartilhadas com os municípios e a busca ativa por aqueles que ainda não tomaram a primeira dose da vacina. 

— Aqueles que ainda não buscaram as doses, estamos orientando os municípios a fazerem a busca ativa e mutirões, além de apostar em campanhas que reforcem a necessidade da vacinação contra a Covid-19 — complementa. 

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Para especialista, Estado precisa entender motivo das faltas 

Além da primeira dose, o Estado também vem enfrentando outro problema que é o número de pessoas que não retornaram para a aplicação da segunda dose. Na última semana, por exemplo, 423 mil pessoas estavam atrasadas na imunização completa.

Outro ponto que também tem preocupado é a aplicação da dose de reforço. Segundo dados da SES, até esta quarta-feira (27), apenas 2,9% dos idosos entre 60 e 69 anos haviam tomado a dose extra. Entre aqueles com mais de 80 anos, o número sobe para 37,95%. 

Segundo o infectologista Amaury Miele, a investigação sobre o motivo das faltas pode ser uma alternativa para descobrir o porquê da não procura pelas vacinas. 

— Falta uma comunicação mais clara para a população sobre a importância de tomar a primeira, a segunda ou a terceira dose da vacina. Por isso é preciso investigar como essa informação está chegando nas pessoas. Além disso, a saúde pública precisa saber o porquê das pessoas não se vacinerem. É medo de efeito colateral? Falta de informação? Se não tem um diagnóstico do porquê elas não estão vindo, não tem como criar uma maneira para atuar em cima dessa ausência — explica.

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O secretário de Saúde de SC relembra que, atualmente, a maioria das internações é de pessoas que estão sem a dose de reforço. Por isso, o Estado planeja realizar nos próximos dias um mutirão para atingir o máximo de pessoas desse grupo. 

— Não são números ruins [da dose de reforço nos idosos] se comparar a situação com os outros Estados. Mas vamos criar alternativas para acelerar o processo — diz. 

SC é o quarto Estado com a população totalmente vacinada 

Até esta quarta-feira (27), segundo o Monitor da Vacina, 4.185.975 pessoas já completaram o esquema vacinal em Santa Catarina, seja com a vacina de dose única ou com a segunda dose. Isto representa 57,72% da população total do Estado e faz com que ele seja o quarto do país com o maior número de pessoas imunizadas. 

— Estamos prestes a bater dez milhões de doses aplicadas. Por isso, estamos em um momento bem interessante, com os municípios colaborando com a campanha e trabalhando conosco para garantir a velocidade na aplicação das vacinas — diz o secretário de saúde André Motta Ribeiro. 

Mesmo com o cenário positivo, o infectologista Amaury Miele relembra que ainda é necessário analisar como o vírus irá se comportar nesse novo cenário. 

— Temos que entender qual o caminho que vamos enfrentar daqui para frente. Isso tem relação direta com as flexibilizações e o impacto real vamos começar a ver no Natal e Reveillon. Vai se apostar na vacina como fator de segurança e, nesse cenário, vamos ver até que ponto o percentual de imunizados vai impedir um repique de casos — salienta. 

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NSC Total deixa de trazer serviço diário da vacinação 

Por conta do grande número de pessoas que já se vacinaram contra a Covid-19 em Santa Catarina, o NSC Total deixará de atualizar o serviço diário da vacinação em Santa Catarina. A cobertura dos números, porém, continuará sendo realizada pelas equipes de reportagem.

Além disso, diariamente, o leitor também poderá acompanhar o andamento da vacinação em Santa Catarina e no Brasil no Monitor da Vacina, que é alimentado todo os dias pela equipe de dados do NSC Total. 

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