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    Manifestação pede o retorno das aulas presenciais na Grande Florianópolis

    Carreata foi organizada pela Associação das Escolas Particulares de Educação Infantil

    14/11/2020 - 13h53

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    Por Ângela Prestes
    Segundo a organização participaram cerca de 300 carros.
    Segundo a organização participaram cerca de 300 carros.
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    Uma manifestação foi organizada na manhã deste sábado (14) para pedir a volta das aulas presenciais na região da Grande Florianópolis. Organizada pela Associação das Escolas Particulares de Educação Infantil de Santa Catarina (Aepesc), juntamente com pais de alunos, a carreata saiu da Beira-Mar de São José em direção à Casa D’Agronômica, passando pelo Ministério Público. Segundo a organização participaram cerca de 300 carros.

    A ação foi motivada pela suspensão da volta às aulas em regiões de risco grave para o coronavírus. Nessa sexta-feira (13), o governo cumpriu decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que determinou o fechamento das escolas nessas regiões. Segundo o presidente da Aepesc, Rodrigo Calegari Feldhaus, o objetivo foi chamar a atenção das autoridades para a situação em que as escolas se encontram, especialmente as da região da Grande Florianópolis.

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    — A gente cobra uma postura diferente. Por que só as escolas não podem trabalhar? Só as escolas sofrem tantas restrições enquanto o governo do Estado não faz qualquer tipo de fiscalização nas praias, nos bares, nos restaurantes, nos parques temáticos. A gente quer uma mudança de postura para que não sejam as escolas a pagar sozinhas o preço da pandemia.

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    De acordo com Rodrigo, as escolas têm enfrentado uma situação complicada, com dificuldades financeiras e demissão de funcionários. Houve um investimento grande em equipamentos, material de segurança e treinamento dos professores para se adaptar às regras sanitárias e de higiene impostas pelo governo.

    — Entendemos a gravidade do vírus, sabemos que precisam ser tomados todos os cuidados possíveis. A nossa luta é para evitar uma nova pandemia. As consequências do fechamento das escolas são bem graves. Se algo não for feito a respeito, vamos passar por uma nova pandemia, que é a pandemia da educação. Vamos chegar no ano que vem sem centenas de escolas que já fecharam suas portas e não vão reabrir. A rede pública enfrentará um problema bem grande de não dispor de vagas para cobrir essas crianças que não terão as escolas que fecharam.

    Pais e donos de escolas se reuniram para pedir o retorno das aulas
    Pais e donos de escolas se reuniram para pedir o retorno das aulas
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    Mapa de risco

    Na última atualização do mapa de risco para o coronavírus, divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na quinta-feira (12), Santa Catarina tem duas regiões em estado gravíssimo (em vermelho no mapa) - Grande Florianópolis e Xanxerê - uma em risco alto (em amarelo) e 13 regiões em risco potencial grave (em laranja). Não há regiões com risco moderado (azul).

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