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Marcas que deixam marcas: reassista campanhas publicitárias inesquecíveis

Estratégias poderosas de marketing ditam tendênciase resistem ao tempo na memória coletiva dos consumidores

02/12/2021 - 15h05 - Atualizada em: 02/12/2021 - 16h23

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Cada vez mais, marcas precisam criar awareness e fazer parte das conversas que estão sendo travadas pela sociedade
Cada vez mais, marcas precisam criar awareness e fazer parte das conversas que estão sendo travadas pela sociedade
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Mais do que apenas um nome, uma marca transmite valores e posicionamento, a essência de uma empresa ou produto. Mais do que uma identidade, é por meio da marca que se cria uma conexão e ocupa espaço na mente e no coração dos consumidores.

Por vezes, uma marca é tão forte que não é sequer preciso citar nomes para que as pessoas saibam do que se trata. Pense na sua lista de compras, nos produtos que estão na sua despensa. Quantos deles você chama pelo nome da marca, e não pelo nome do produto? Como a esponja de aço que tem mil e uma utilidades, a água sanitária que começa com Q, o achocolatado radical... e muitas, muitas outras.

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Hoje, com tanta informação, é natural que os clientes fiquem cada vez mais exigentes. Com um clique, é possível pesquisar inúmeros produtos, marcas, sites e identificar os melhores preços, o melhor custo-benefício, conhecer as empresas e o que elas defendem. Tudo isso contribui para que o consumidor se torne ainda mais seletivo, para que busque opções e diversifique o consumo — então, quando alguém se fideliza a uma marca, é um motivo para comemorar.

Dados do Digital AdSpend, frutos de uma parceria entre o Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil) e o Kantar IPOBE Media, mostram que o investimento em publicidade digital movimentou R$ 36,9 bilhões no Brasil entre 2020 e 2021. Mas não é apenas na internet que sobrevive a publicidade. Se as redes permitem dialogar com nichos e personalizar as mensagens, ainda são os canais offline que falam com as massas.

Da televisão ao rádio, dos jornais aos outdoors, essas mídias têm o poder de mobilizar milhões de pessoas, de diferentes classes sociais, e a publicidade se beneficia de valores atrelados aos canais, como a credibilidade dos veículos jornalísticos e a visibilidade da mídia out of home. Mais do que separar os canais, a tendência é integrar cada vez mais e apostar na comunicação omnichannel – ou seja, estar em todos os espaços.

Tocar no coração

Convencer alguém a comprar um produto já não é uma tarefa fácil. Convencer a acreditar em uma marca? Essa é mais difícil ainda. Isso significa que as marcas precisam encontrar estratégias para chegar no coração das pessoas, mexer com os sentimentos, tocá-las de forma a deixar, de fato, uma marca.

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Pode ser de forma divertida, como o refrigerante do “pode ser” ou aquela cerveja que desce redondo. Podem se passar anos, mas é dessas empresas, produtos e serviços que os consumidores se lembram sem fazer o menor esforço. Considerando a quantidade de coisas que precisamos lembrar todos os dias, estar na ponta da língua das pessoas é um feito enorme.

É preciso fazer parte das conversas

Os hábitos de consumo e a jornada de compra passam por diversos estágios, e o consumidor é constantemente influenciado por inúmeras mensagens. Por isso, para se manter relevante em meio à enxurrada de informações, as marcas precisam cada vez mais criar awareness, despertar a atenção e fazer parte das conversas que estão sendo travadas pela sociedade. Em um momento em que tudo é conteúdo, o desafio é ser conteúdo relevante — chamar a atenção das pessoas é o primeiro passo para ocupar espaço na mente do consumidor.

Quando uma marca se posiciona e participa de um debate, ela defende valores. Mais do que qualidade e preço atrativo, o consumidor está, cada vez mais, em busca de marcas que compartilhem daquilo que eles acreditam: integridade, honestidade, transparência.

A pesquisa Brand ID, desenvolvida pela agência de insights de negócio Voltage e a empresa de pesquisa de mercado Bridge Research, mostra que 45% dos brasileiros esperam que as marcas sejam “amigas”. Mas como pode uma marca ser amiga de seus consumidores? Ainda de acordo com a pesquisa, a lógica é simples. Se hoje as pessoas e as empresas ocupam simultaneamente diversos espaços, as marcas não podem mais se dar ao luxo de manter distância, de não se envolver, não participar. É preciso ter abertura, garantir diálogo. Estar ao lado do consumidor, defendendo os mesmos valores e crenças, e não acima dele, como umaentidade intocável.

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Afinal, as marcas estão presentes no dia a dia de todos nós, quer queira, quer não. Elas estão com as meninas quando compram o primeiro sutiã, com as famílias que celebram a magia do Natal bebendo refrigerante, na praia quando vemos literalmente todo mundo com chinelos daquela marca que “todo mundo usa”. E, se elas já fazem parte do cotidiano, está mais do que na hora de se inserirem nos debates, conquistarem as pessoas e deixarem sua marca na sociedade e na mente dos consumidores.

Propagandas e jingles memoráveis

Coca-cola e Isis Valverde

A marca de refrigerantes que abre a felicidade aposta no storytelling para fortalecer sua presença na memória e no coração dos consumidores.

Havaianas

Mais clássica do que a sandália brasileira, é a paixão pelo futebol e a rivalidade com os hermanos que ultrapassa gerações.

Coooompre Batoooom

Quem foi criança ou teve filhos na década de 90 deve lembrar dessa “hipnose”.

A despedida da Kombi

Um dos utilitários mais famosos da Volkswagen teve uma despedida emocionante.

Jingle Big Mac

Esse jingle toca na mente e os ingredientes abrem aquela fome de...

Supermercado EDEKA (Alemanha)

Com história tocante, a rede alemã de supermercados viralizou nas redes sociais quando lançou essa campanha de Natal.

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