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    Moisés diz que 'trabalho foi feito' e não pode 'operar milagre' em meio a agravamento da pandemia em SC

    Govenador concedeu entrevista à NSC TV nesta quarta (23)

    23/12/2020 - 12h19 - Atualizada em: 23/12/2020 - 12h58

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    Por Guilherme Simon
    Carlos Moisés
    O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva
    (Foto: )

    O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) afirmou nesta quarta-feira (23) que avalia como “coerentes” as liberações de atividades feitas por ele na última semana, em meio ao agravamento da pandemia do coronavírus no Estado. Ao citar ações tomadas pelo governo no início da crise, Moisés declarou que “o trabalho foi feito”, e que não pode “operar milagre”.

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    As declarações foram dadas em entrevista ao Jornal do Almoço, da NSC TV, pouco depois da divulgação do novo mapa de risco do governo que mostra todas as regiões catarinenses sob risco gravíssimo para contaminação da Covid-19. É a primeira vez que isso acontece desde que o mapa passou a ser divulgado.

    Na entrevista, o governador defendeu "liberdades individuais", disse que “seria praticamente impossível” restringir a circulação de pessoas no Estado durante a temporada de verão e afirmou ainda que "o grande movimento que nós precisamos fazer hoje é proteger os vulneráveis".

    — A gestão para enfrentamento da crise da Covid-19 em Santa Catarina tem sido considerada a melhor gestão do Brasil por organismos independentes. Então, nós não podemos esquecer disso. O nosso trabalho foi feito. Nós não podemos talvez operar um milagre. Esse milagre agora talvez dependa de Deus, de evitar com que as pessoas de fato venham a falecer — declarou Moisés.

    Na semana passada, Moisés anunciou a liberação de 100% da ocupação de hotéis e pousadas, além da autorização para a realização de eventos. Nesta terça (22), a Justiça barrou as flexibilizações, mas o governador afirmou que pretende recorrer.

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    — Não há contradição, na verdade a regra é a liberdade do indivíduo. A gente sabe que para o governo intervir na liberdade do indivíduo ele tem que justificar a sua atuação. Isso nós o fizemos no início da pandemia, quando nós ainda não tínhamos ampliado em 160% o nosso número de leitos no Estado, nós não tínhamos desenvolvido as regras para um convívio, não vou dizer seguro, mas pelo menos responsável com o coronavírus e com a pandemia da Covid-19. A partir de então nós temos os regramentos, temos as atividades, e as pessoas precisam cumprir as regras — afirmou Moisés na entrevista à NSC TV.

    Segundo o mapa de risco divulgado pelo governo nesta quarta, todas as regiões de Santa Catarina estão em alerta gravíssimo para coronavírus. A classificação, em cor vermelha, é a mais alta da escala utilizada pelo governo.

    Ainda na entrevista à NSC TV, questionado sobre a fiscalização das medidas restritivas, Moisés defendeu que o governo ampliou as ações.

    — Nós incrementamos esse setor, ampliamos para além da Saúde, trazendo a Polícia Civil, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar e outros agentes em parceria com os municípios como agentes de fiscalização — declarou o governador.

    Desde o início da pandemia, Santa Catarina soma 4.836 óbitos provocados pela Covid-19 e mais de 68,4 mil pessoas infectadas, conforme dados do governo divulgados nesta terça (22).

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