Quatro pessoas viraram réus nesta segunda-feira (13) pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, arremessada em um salto de rope jump sem a corda de segurança principal na Ponte do Esqueleto, em Limeira, São Paulo, exatamente um mês após o salto fatal. O processo segue em segredo de justiça.
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Evelyne dos Santos Gonçalves, responsável pela empresa sem registro que organizou o evento de rope jump, a Entre Cordas, virou ré por homicídio com dolo eventual que, mesmo sem intenção, assume o risco de matar, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, conforme o Estadão, assim como Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, e Vitor de Freitas Gonçalves, os instrutores que lançaram Maria Eduarda da ponte.
Esse tipo de crime tem pena de 12 a 30 anos de prisão, que precisam ser cumpridos, inicialmente em regime fechado. No caso de Evelyne, a pena pode ser aumentada, já que ela também responde pelo crime de fraude processual. Isso porque testemunhas afirmaram à polícia que a CEO da empresa manifestou preocupação com a câmera GoPro que pode ter filmado o salto de Maria Eduarda, e teria pedido para que instrutores retirassem o aparelho do corpo da jovem após a queda.
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Duas pessoas que tinham sido presas inicialmente já foram soltas, já que não foram encontradas provas suficientes contra elas: João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins.
Entenda como deveria ter sido feito o salto de rope jump
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O que dizem as defesas
A defesa de Evelyne afirmou que vai analisar o recebimento da denúncia antes de se manifestar. Já as defesas dos demais denunciados não se manifestaram sobre o aceite da Justiça, mas quando a denúncia foi realizada, os advogados de Maicon Fernandes Cintra e Luis Felipe Feliciano Egoroff informaram que discordam da denúncia apresentada pelo Ministério Público. De acordo com a defesa, os dois não tiveram intenção de matar Maria Eduarda nem assumiram o risco de produzir esse resultado.
Celular da vítima gravou momento em que jovem é arremessada
O celular da jovem gravou o momento em que Maria Eduarda é carregada por três instrutores e lançada. O momento do lançamento foi cortado no vídeo, já que as imagens são fortes. Também é possível ver, no registro, um cartaz da empresa responsável pelos saltos, a “Entre Cordas”.
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As imagens, obtidas pelo Fantástico, também mostram que a corda de segurança principal não estava presa ao corpo da vítima no momento do salto.
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O que é o rope jump?
O rope jump é uma modalidade de salto em altura na qual a pessoa se lança de uma plataforma, ponte ou estrutura elevada presa a um sistema de cordas e equipamentos de segurança. Diferentemente do bungee jump, em que a corda elástica fica conectada ao praticante durante toda a queda, o rope jump utiliza cordas de escalada e técnicas específicas para controlar o movimento e amortecer a queda.








