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Imunização

4 motivos para não escolher a marca da vacina contra a Covid-19

Mesmo com escassez de doses, há pessoas que desistem de receber o imunizante por conta do fabricante

30/06/2021 - 07h19 - Atualizada em: 30/06/2021 - 14h32

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Por Rafaela Cardoso
Vacina contra a Covid-19 da Pfizer
Em Santa Catarina, a imunização acontece desde o dia 18 de janeiro
(Foto: )

Receber a vacina contra a Covid-19 tornou-se o principal desejo para a tão sonhada volta à vida anterior à pandemia do novo coronavírus. Em Santa Catarina, a imunização contra a doença acontece desde o dia 18 de janeiro. Até o momento, mais de 2,5 milhões de catarinenses já receberam a primeira dose.

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Com os relatos de efeitos colaterais, algumas pessoas passaram a escolher qual a marca de vacina gostariam de receber. Os “sommeliers de vacinas”, apelido crítico dado a esses cidadãos, são motivo de preocupação para as autoridades sanitárias, principalmente em um cenário de escassez de doses contra a doença.

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Motivos para não escolher a vacina contra a Covid-19

Urgência em imunidade coletiva

A imunização acontece de forma coletiva, ou seja, o intuito da vacinação é atingir o maior número de pessoas imunizadas. Individualmente, as vacinas podem apresentar eficácia diferente, mas, coletivamente, elas têm eficácia elevada ao diminuir a gravidade da doença e, consequentemente, os números de internação e óbito.

Quando atingida a imunidade coletiva, o controle da pandemia será mais eficaz. Segundo a médica infectologista da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE-SC), Lígia Gryninger, a taxa de vacinação para conseguir essa imunidade está sendo estudada, alguns especialistas falam em 75% da população, outros em 85%.

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Enquanto isso, precisamos continuar a seguir criteriosamente as medidas de combate à Covid-19.

— A receita para acabar com o coronavírus existe. É a vacinação, o uso de máscaras, o distanciamento social, sair somente para atividades necessárias e a higienização das mãos. Esse kit é confiável — reforça a infectologista.

Todas previnem casos graves do coronavírus

Todas as quatro vacinas contra a Covid-19 aplicadas atualmente em Santa Catarina - CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen - são capazes de gerar proteção para a forma grave da doença. Tanto nos ensaios clínicos (quando os cientistas medem a eficácia de um imunizante) quanto na prática (quando a efetividade da vacina é constatada).

— Não tem que escolher a vacina. Você deve tomar porque ela vai ter um objetivo único, seja CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer ou Janssen. Todas elas têm como principal objetivo evitar quadros graves da Covid-19 que vão levar você à hospitalização, à UTI e correr risco de vida. Qualquer uma dessas vacinas têm excelentes resultados para evitar isso — explica a médica infectologista da DIVE-SC, Lígia Gryninger.

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Não há vacina de uma só marca para todos

Há escassez de vacina contra a Covid-19 no Brasil. Ou seja, não há imunizantes de uma única marca para todos os brasileiros. Por isso a importância de que as pessoas recebam a dose ofertada pelo município, independentemente do fabricante, seguindo o Plano Nacional de Imunização (PNI).

A pesquisadora do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Greicy Malaquias, que faz parte da equipe que está desenvolvendo uma vacina catarinense contra a Covid-19, também reforça essa necessidade.

— A vacina boa é aquela que está disponível no posto de saúde no momento em que você vai se vacinar. Não adianta ficar escolhendo porque todas são seguras, todas são eficazes. E elas nem têm como ser comparadas entre elas. Os estudos realizados foram feitos em períodos diferentes, de maneiras diferentes e com voluntários em situações diferentes.

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Vacinas da Pfizer, AstraZeneca e CoronaVac
Vacinas da Pfizer, AstraZeneca e CoronaVac
(Foto: )

Evitar a circulação do vírus e novas variantes

As variantes são resultado do descontrole da pandemia e da alta circulação de pessoas. Quanto mais infectados, mais o vírus se multiplica, e, assim, mais mutações na identidade genética vão aparecer. A presença da variante delta no Brasil, por exemplo, tem gerado preocupação nas autoridades sanitárias.

Para dificultar a cadeia de transmissão do vírus e impedir o surgimento de novas variantes, a saída é a vacinação rápida e coletiva.

— Quanto maior a demora para vacinar, mais o vírus cresce, a transmissão viral cresce. Então a gente vai perdendo a corrida, o vírus correndo e a gente corre numa velocidade bem reduzida atrás do controle dessa transmissão. A velocidade da vacinação neste momento é muito importante — ressalta Gryninger.

*Com supervisão de Brenda Bittencourt

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