O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aceitou o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o Conselho da Paz da Faixa de Gaza, conforme informação divulgada nesta quarta-feira (21). Enquanto isso, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consulta outros países que também receberam o convite antes de decidir se o Brasil vai aderir ao órgão, além de avaliar a uma resposta coordenada à Trump. (entenda mais abaixo)
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Pessoas a par da discussão ouvidas pela Folha de S. Paulo sob condição de anonimato informaram que a lista de países convidados e a reação de cada um têm sido fatores relevantes para deliberar sobre a participação do Brasil na nova organização.
O conselho faz parte da segunda fase do plano dos EUA para o fim do conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, mas também deve deliberar sobre outras questões relacionadas a conflitos internacionais.
Trump enviou convites a lideranças de cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Há, contudo, receio na comunidade internacional de que o grupo enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com uma cópia do estatuto do conselho obtida pela agência Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo. Já países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,37 bilhões). Os recursos serão administrados por Trump.
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Argentina, Hungria, Marrocos e Azerbaijão já aceitaram o convite. O Brasil ainda está avaliando. A Suécia rejeitou o plano do Conselho da Paz, apresentado até o momento.
Trump anuncia tarifa contra países que negociam com o Irã
O ministro Mauro Vieira (Itamaraty) conversou com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, no sábado (17), sobre o assunto.
O ideal, afirmou um diplomata que participa das discussões, é haver uma coordenação com a comunidade internacional sobre a resposta a ser dada a Trump. Uma das razões é evitar que as nações se exponham desnecessariamente e fiquem sujeitas a retaliações dos EUA. Há também a expectativa de que se possa negociar os termos do conselho para que ele atenda às demandas de demais países.
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À Folha, o integrante do Itamaraty cita o caso da França. Na segunda-feira (19), o governo francês disse que o país não pretende aceitar o convite para integrar o conselho. No mesmo dia, Trump ameaçou tarifas de 200% aos vinhos e champanhes franceses.
Além de Lula, Trump também convidou Javier Milei, da Argentina, Vladimir Putin, da Rússia, e líderes de países como Uzbequistão, Cazaquistão, Belarus, Alemanha, França, Turquia, Egito, Polônia, entre outros.
Ao todo, cerca de 60 países foram convidados para participar do grupo. Um auxiliar do governo sinaliza que o número corresponde a menos de um terço do total de países-membros da ONU.
Os detalhes sobre como funcionará o grupo ainda não estão claros. O plano atraiu críticas de Netanyahu, que disse que o anúncio não foi coordenado com Tel Aviv e que a iniciativa vai na direção oposta à política adotada por seu país.
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Na última sexta (16), Trump anunciou os primeiro nomes que vão compor o grupo: Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair; os enviados de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff e Jared Kushner (genro de Trump); o bilionário americano Marc Rowan; o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga; e Robert Gabriel, assessor de Trump.




