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"O Cravo e a Rosa" inaugura novo horário dedicado às novelas na Globo

Sucesso quando estreou, no ano 2000, a novela será reprisada a partir do dia 6 de dezembro

24/11/2021 - 11h58

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Marina
Por Marina Martini Lopes
O Cravo e a Rosa
"O Cravo e a Rosa" é ambientada na São Paulo dos anos 1920
(Foto: )

A Globo anunciou um novo horário dedicado às novelas na grade de programação: a partir de 6 de dezembro, O Cravo e a Rosa será reprisada de segunda a sexta, depois do Jornal Hoje. A novela de Walcyr Carrasco, com direção-geral de Walter Avancini e Mário Márcio Bandarra, estreia o horário, que será dedicado a relembrar grandes sucessos dos horários das seis e das sete. O tradicional Vale a Pena Ver de Novo segue na grade, agora privilegiando a reexibição de novelas originalmente exibidas às nove horas.

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Comédia romântica inspirada no clássico A Megera Domada, de William Shakespeare, e com referências à novela O Machão, de Ivani Ribeiro, O Cravo e a Rosa é ambientada na São Paulo dos anos 1920 e narra o tumultuado romance entre o rude caipira Julião Petruchio (Eduardo Moscovis) e a geniosa Catarina Batista (Adriana Esteves), mulher rica e moderna, com ideais feministas.

Filha do banqueiro Nicanor Batista (Luís Melo), ela é conhecida como "fera" por botar todos os seus pretendentes para correr. Catarina esbarra na teimosia cínica de Petruchio que, inicialmente, decide conquistá-la para salvar sua fazenda de ser leiloada com o dote do casamento. Em meio às contradições, eles acabam se apaixonando, mas não dão o braço a torcer e vivem às turras, protagonizando cenas muito divertidas, com discussões e brigas vulcânicas.

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Além da história central, a novela conquistou o público com as tramas paralelas e diversos personagens caristmáticos. O triângulo amoroso entre a irmã de Catarina, Bianca (Leandra Leal), o professor Edmundo (Ângelo Antônio) e o interesseiro Heitor (Rodrigo Faro), inspirado na peça Cyrano de Bergerac, escrita em 1897 pelo francês Edmond Rostand, também movimenta os capítulos.

A fidelidade na reconstituição de época é outro ponto que traz força e identidade à novela. Com base em uma pesquisa rigorosa dos anos 1920, a direção optou por um tom realista na linguagem. A obra retrata os costumes da sociedade paulistana, palavras e expressões comuns no período, utilizando referências em contos adultos de Monteiro Lobato e nos escritos de Oswald de Andrade e Manuel Bandeira. A efervescência sociocultural teve grande influência no comportamento das pessoas nessa época e, portanto, a novela aborda a transformação da literatura e das artes plásticas, além da luta pelo voto feminino e da mudança no papel da mulher.

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