nsc
dc

Política

O que já está definido sobre as eleições ao governo de SC e o que fica para 2022

Partido de Moisés, possível saída de Dário Berger do MDB, e definição de PSDB e PSD são algumas das incertezas que devem virar o ano na política catarinense

13/12/2021 - 05h00

Compartilhe

Jean
Por Jean Laurindo
Disputa pelo governo de SC tem ao menos nove partidos com pré-candidatos para 2022
Disputa pelo governo de SC tem ao menos nove partidos com pré-candidatos para 2022
(Foto: )

Os principais partidos de Santa Catarina encerram o ano em meio a algumas definições e muitas incertezas sobre as pré-candidaturas ao governo de SC nas eleições de 2022. Se nomes como o governador Carlos Moisés e o senador Jorginho Mello parecem encaminhar a condição de candidato no próximo ano, outros partidos veem brigas internas esquentarem na busca pela indicação para concorrer à Casa d’Agronômica.

Chapa com Lula e Alckmin em 2022 pode afetar corrida pelo governo de SC; entenda

Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo Whatsapp

A reportagem do Diário Catarinense pontuou situações já encaminhadas e outras indefinições que ficarão para o começo do próximo ano nas articulações para as eleições de 2022. Confira abaixo:

Candidaturas encaminhadas

Moisés sem partido, mas com defensores

Algumas situações parecem já encaminhadas mesmo a pouco menos de 10 meses do primeiro turno. É caso da candidatura do atual governador Carlos Moisés (sem partido), que apesar de ainda não ter definido em qual legenda irá se filiar para concorrer à reeleição, vem recebendo apoio de alas do MDB e de prefeitos. A grande definição que ficará para 2022 será mesmo a legenda que irá receber o governador eleito na onda bolsonarista em 2018. Já houve “namoros” com MDB, PP e Republicanos, mas até agora nenhum deles convidou o outro ao altar.

Jorginho fortalecido com filiação de Bolsonaro ao PL

Outro nome com pré-candidatura encaminhada é o do senador Jorginho Mello (PL). O projeto foi “turbinado” com a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao partido, no final de novembro. O movimento trouxe uma onda de pré-candidatos a deputados que desejam estar na fileira de Bolsonaro em 2022. Além disso, pode evitar uma candidatura adversária do PP na raia do bolsonarismo, ou até mesmo atrair os progressistas para o projeto do senador, com possível indicação de vice.

Eleições 2022: quem são os pré-candidatos ao governo de SC a um ano da disputa

Indefinições para 2022

Merisio sob risco após vitória de Doria

Outras situações que pareciam mais próximas da definição, no entanto, ganharam novos contornos nas últimas semanas. Uma delas é a situação do PSDB. O ex-presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Merisio, segundo colocado na eleição de 2018, é o nome apresentado pelo partido para concorrer ao governo de SC. No entanto, no final de novembro, o partido passou pelas turbulentas prévias para definir o candidato tucano a presidente da República.

Com a vitória do governador paulista João Doria sobre o gaúcho Eduardo Leite, o nome do ex-ministro do Turismo Vinícius Lummertz, que é secretário de Doria no governo paulista, passou a ganhar força como possível preferência do governador de SP para o lugar de Merisio, que ao lado da maioria dos tucanos catarinenses apoiou Eduardo Leite.

A presidente do PSDB em SC, deputada Geovania de Sá, defende que Merisio continua sendo o nome do partido para a disputa em 2022. No entanto, uma reunião ocorre nesta segunda-feira (13) deve ouvir prefeitos e líderes do partido sobre o processo do próximo ano. A expectativa é de que o ex-ministro Lummertz também apresente oficialmente seu nome como interessado em concorrer a governador.

— O partido não é fechado, ele ouve a todos. Ele (Lummertz) vai participar do início da reunião, colocar suas sugestões. Mas o nome que deliberado e construído até o momento foi o do Merisio — afirma Geovania.

MDB espera por saída de Dário

Outros partidos que têm indefinição entre mais de um nome para concorrer a governador em 2022 devem virar o ano ainda em meio à incerteza. O caso mais rumoroso é o do MDB. O partido vive uma briga interna nos últimos meses entre três nomes que desejam concorrer ao governo: o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, o deputado federal Celso Maldaner e o senador Dário Berger.

Lunelli é apontado como favorito e já recebeu dois ensaios de indicação do partido, mas a situação nunca foi totalmente pacificada. O partido pretendia fazer prévias em fevereiro para definir qual dos três nomes seria o escolhido, mas com as polêmicas da última semana, a decisão pode ocorrer bem antes disso.

Na última semana, Dário Berger se reuniu com membros da direção estadual e nacional do PSB, partido que vem sendo apontado como possível nova casa de Dário se ele não conseguir emplacar o nome como candidato no MDB. A filiação de Dário é apontada até mesmo como fator que pode unir PSB e PT em Santa Catarina em caso de uma chapa com Lula e Alckmin na disputa à presidência.

O presidente do MDB em SC, Celso Maldaner, diz que Dário deu prazo até o dia 20 de dezembro para que a legenda decida se ele será indicado como candidato; caso contrário, deixará o partido. Maldaner diz que o patido “não vai decidir nada agora” e que o diretório estadual vai se reunir em janeiro para decidir qual será o rumo do partido em 2022.

— Eu já considero (Dário) fora do partido. Pelas declarações nos últimos dias, na imprensa, não tem mais clima (para permanecer) — afirmou o deputado.

Em meio a todo esse climão, ainda há movimentos de deputados estaduais que defendem a filiação do governador Moisés para que ele seja o candidato do partido.

PSD deve estender definição para março

A situação do MDB tem certa semelhança com o que vive o PSD. O partido também tem três nomes envolvidos em uma disputa interna pela indicação do partido à candidatura ao governo: o ex-governador Raimundo Colombo, o prefeito de Chapecó João Rodrigues e o ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes.

Na última semana, o partido teve uma reunião com o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, recém-filiado à legenda e apontado como pré-candidato à presidência da República. A reunião apresentou pré-candidatos a deputado, mas não trouxe nenhuma novidade em relação à disputa pela candidatura a governador.

O deputado Milton Hobus, presidente do PSD em SC, diz que o partido deve definir o candidato indicado entre os três nomes até março de 2022, que é o prazo de desincompatibilização que um dos três postulantes, o prefeito João Rodrigues, teria que deixar o cargo caso fosse o escolhido. A legenda não vai realizar prévias ou votações, a definição deverá ocorrer de um entendimento entre os concorrentes.

– Existe uma harmonia entre o time, o partido, de entender quem será o melhor para disputar as eleições – afirma.

Carminatti, Campagnollo e o dia em que a sororidade uniu opostos na Alesc

Amin, Gean, Décio e Fabrício também na disputa

Além desses partidos, outros pré-candidatos que se apresentam já em 2021 também vão buscar consolidar o projeto de candidatura ao governo de SC para ter o nome na urna em 2022. O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), tem conversas com legendas como o PSD, mas depende principalmente da criação oficial do União Brasil, fusão do seu atual partido com o PSL, para avançar nas negociações.

O senador Esperidião Amin (PP) era apontado como possível candidato em caso de filiação de Bolsonaro ao Progressistas, mas ainda tem o nome cogitado, embora o partido também possa compor com outros nomes, como o próprio Jorginho Mello. O ex-deputado Décio Lima (PT) articula uma frente de esquerda com partidos como PDT, PSOL e PCdoB, e pode agregar também o PSB, que na esfera nacional está envolvido em uma negociação para oferecer Geraldo Alckmin como possível vice na chapa de Lula à presidência.

O prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira (Podemos), também se apresenta como candidato e tem como trunfo a filiação ao seu partido do ex-ministro Sergio Moro, que tem registrado mais intenções de voto nas últimas pesquisas e busca viabilizar uma candidatura de terceira via.

Leia também

Lula, Bolsonaro e ‘outras vias’: veja os pré-candidatos à presidência nas eleições 2022

Amin ataca corte de R$ 40 milhões nas rodovias federais de SC: "Manobra sorrateira"

Apenas 13% dos jovens aptos têm título de eleitor em SC

Fora das Eleições 2022, deputado de SC é cotado para ministério de Bolsonaro

Deputado do PL, que faz oposição a Moisés, coloca indicado em cargo no governo

Colunistas