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Et Pater Filium

Operação investiga fraudes em licitação e lavagem de dinheiro no Planalto Norte de SC

Segundo o MP, crimes teriam ligação com contratos de prestação de serviços de ônibus em Major Vieira

01/09/2021 - 14h58

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Hassan
Por Hassan Farias
Prefeitura de Major Vieira
MP investiga crimes relacionados à contratos de serviços de ônibus em Major Vieira
(Foto: )

A sexta fase da operação Et Pater Filium foi realizada nesta quarta-feira (1) para investigar a suspeita de fraudes em licitação, além de crimes de desvio e lavagem de dinheiro no Planalto Norte de Santa Catarina.

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Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão nos municípios de Itajaí, Major Vieira, Monte Castelo, Papanduva e Santa Cecília. A operação é realizada pelo Ministério Público de SC, por meio do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organização (GAECO).

A sexta fase da operação é um desdobramento das investigações realizadas das fases anteriores, em que foram apurados crimes contra a administração pública e outros na região do Planalto Norte, envolvendo agentes públicos e particulares.

Agora são investigados possíveis atos de fraudes à licitação, peculato, desvio e lavagem de dinheiro em contratos de prestação de serviços de ônibus.

As investigações indicam que, apesar de contatados para prestarem serviços de transporte de alunos, os contratados não forneciam os motoristas, o combustível e nem executavam a manutenção dos ônibus. Segundo o MP, estes custos seriam arcados pelo município de Major Vieira e propiciavam desvio de valores.

Nas buscas realizadas nesta sexta-feira foram apreendidos documentos e objetos que serão analisados pelas equipes de investigação e apresentados em juízo. A denúncia contra os investigados será apresentada nos próximos dias pelos Promotores que integram a Força Tarefa.

Dois prefeitos presos na operação

Em agosto de 2020, o prefeito Orildo Antônio Servegnini, de Major Vieira, e o filho dele, Marcus Vinícius, foram presos na operação Et Pater Filium. Na ocasião, o prefeito também era presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam).

O MP afirmou que havia suspeitas de uma ligação próxima entre empresários e funcionários públicos para direcionar as contratações públicas, a maioria no ramo de construção civil, para empresas parceiras em troca do pagamento de vantagens ilícitas aos agentes públicos, causando danos milionários aos entes públicos.

Em julho deste ano, o prefeito Adelmo Alberti, de Bela Vista do Toldo, também foi preso na quarta fase da operação Et Pater Filium. No último dia 25, a esposa dele, Maria Emília Schiessl Alberti, também foi presa durante a quinta fase da mesma operação.

Trechos da denúncia do Ministério Público contra Alberti, divulgados pelo portal JMais, mostram que o prefeito teria supostamento utilizado empresas em nomes de laranjas em contratos públicos. Em uma negociação gravada, o MP aponta que Alberti teria recebido dinheiro de propina e guardado o envelope na cueca.

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