A indicação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidência da República pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), divide a opinião dos brasileiros, segundo levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta terça-feira (14). De acordo com a pesquisa, 44% consideram que Bolsonaro errou ao escolher o filho, enquanto 43% avaliam que a decisão foi correta. Outros 13% não souberam ou não responderam.
Continua depois da publicidade
O dado marca uma mudança significativa em relação ao levantamento anterior, realizado em dezembro. Na ocasião, 54% dos entrevistados diziam que a indicação havia sido um erro, o que indica uma queda de 10 pontos percentuais na rejeição à estratégia do ex-presidente em apenas um mês.
A leitura dos dados por perfil ideológico mostra que a avaliação sobre a escolha de Flávio vem se tornando mais favorável não apenas entre bolsonaristas, mas também em outros segmentos do eleitorado. Entre eleitores que se identificam como de direita, mas não bolsonaristas, o percentual dos que consideram a decisão correta subiu de 55% para 62%. Já entre os independentes, passou de 28% para 36%.
Entre os bolsonaristas, a adesão à escolha do filho é quase unânime: 87% dizem que Jair Bolsonaro acertou ao indicá-lo como candidato. Na esquerda e entre eleitores lulistas, porém, a percepção majoritária segue sendo de erro, ainda que também haja leve redução na rejeição.
Candidatura ganha fôlego e tende a ir até o fim
Outro dado que reforça a consolidação do nome de Flávio Bolsonaro na disputa é a percepção de que a candidatura será mantida até o fim da campanha. Hoje, 54% dos brasileiros acreditam que ele seguirá na corrida presidencial, ante 49% em dezembro.
Continua depois da publicidade
A crença é mais forte entre bolsonaristas (83%) e eleitores da direita não bolsonarista (75%), mas também cresce entre independentes (49%) e até mesmo na esquerda, onde 44% avaliam que Flávio não deve desistir da disputa. A leitura predominante é que a candidatura deixou de ser vista apenas como uma estratégia de negociação política e passou a ser encarada como uma aposta real do grupo bolsonarista para 2026.
Os 10 passos que levaram à prisão de Jair Bolsonaro
Desempenho eleitoral de Flávio melhora, mas Lula segue à frente
Os números mais recentes também indicam uma melhora marginal no desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro. Em um cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a diferença entre os dois caiu de 10 pontos percentuais em dezembro para 7 pontos.
Segundo a Quaest, Lula aparece com 5% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Outros 15% afirmam que votariam em branco, nulo ou não votariam, e 2% estão indecisos.
O avanço de Flávio se concentra principalmente entre eleitores de direita e bolsonaristas. Entre os independentes — considerados decisivos em disputas nacionais — Lula ainda mantém vantagem.
Continua depois da publicidade
Avaliação do governo Lula segue dividida
A pesquisa Genial/Quaest também mostra que a avaliação do governo Lula permanece polarizada. Segundo o levantamento, 49% dos brasileiros desaprovam a gestão do presidente, enquanto 47% aprovam. Outros 4% não souberam ou não responderam.
Na comparação com o mês anterior, os números indicam estabilidade dentro da margem de erro, mas reforçam um cenário de divisão no país. A desaprovação é maior entre eleitores de direita e independentes, enquanto a aprovação se concentra principalmente entre eleitores de esquerda e lulistas.
Apesar da melhora no desempenho de possíveis adversários, como Flávio Bolsonaro, Lula segue liderando os cenários eleitorais testados pela pesquisa para 2026, especialmente quando considerados os eleitores indecisos e de centro.









