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Pedido de socorro em guardanapo em Chapecó é investigado pela polícia

Jovem de 19 anos relatou assédio em mensagem encaminhada para clientes

31/05/2021 - 09h01

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Catarina
Por Catarina Duarte
Caroline
Por Caroline Borges
Pedido de socorro foi enviado no lanche entregue via delivery para clientes
Pedido de socorro foi enviado no lanche entregue via delivery para clientes
(Foto: )

A Polícia Civil instaurou inquérito nesta segunda-feira (31) para investigar o pedido de socorro feito por uma funcionária em Chapecó, no Oeste catarinense, na última sexta-feira (28). A vítima, 19 anos, escreveu um bilhete e colocou junto a um lanche dizendo que havia sido assediada pelo chefe e dono da lanchonete onde o pedido de comida havia sido feito.

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Segundo o delegado regional de Chapecó, Ricardo Casagrande, ainda na madrugada de sábado (29) foi determinada a abertura de um inquérito. Nesta segunda, o procedimento será formalmente instaurado. Até o fim do dia, será decidido em qual delegacia o caso ficará.

— Depende muito do que foi colhido de informações. Se não tem relação de parentesco, não vai para a [Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso] Dpcami, senão vai para uma delegacia de área — disse.

O caso

Segundo a Guarda Municipal de Chapecó (GMC), que atendeu a ocorrência, o casal que recebeu o bilhete junto com a comida por delivery procurou ajuda e, na madrugada de sábado, os agentes foram até o local.

"Por favor, chame a polícia nesse endereço. Meu chefe está me assediando e está tentando me drogar. Sou cozinheira. Por favor, não é brincadeira", escreveu a jovem no bilhete.

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No local, a jovem disse aos guardas que eles estavam sozinhos no estabelecimento quando o chefe, um homem de 48 anos, tentou agarrá-la durante o trabalho. Ainda de acordo com ela, ele ofereceu R$ 150 para que os dois mantivessem relações sexuais.

O homem, segundo a funcionária, também lhe propôs beber vinho e cocaína misturados.

Em buscas, a Guarda Municipal encontrou duas buchas de cocaína. O homem foi conduzido à delegacia e um boletim de ocorrências foi feito.

O suspeito foi liberado. Detalhes do caso não foram repassados para não atrapalhar as investigações.

*Com informações do G1SC

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