A ponte que vai estabelecer uma nova rota entre o Brasil e o Paraguai está a apenas 21 metros de ser concluída. A obra integra a Rota Bioceânica, um corredor internacional que promete criar um caminho comercial que conecte os oceanos Atlântico e Pacífico. O projeto já recebeu investimento de R$ 500 milhões.
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A ponte ligará as cidades de Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai. A expectativa é reduzir o tempo de transporte de mercadorias até mercados internacionais e impulsionar a economia e a logística da região. O corredor bioceânico vai passar por Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
Fotos mostram construção de Corredor Bioceânico
O que falta para finalizar ponte entre Brasil e Paraguai?
Os trabalhos finais se concentram na secção central da ponte. Também são realizados serviços nos chamados “segmentos de fecho”, as peças que completarão as laterais do viaduto. A finalização da ponte no corredor bioceânico contempla instalação de barreiras de segurança para reforçar a segurança de veículos e peões na estrutura.
O acesso à Ponte Internacional Bioceânica é um projeto complementar fundamental, pois conectará diretamente o viaduto à Rota PY15, integrando o tráfego internacional à Rota Bioceânica na área de Carmelo Peralta.
A principal via de acesso terá aproximadamente 3,8 quilômetros de pavimento asfáltico. O trajeto começará cerca de 4,5 quilômetros antes do centro urbano de Carmelo Peralta, avançará 2,6 quilômetros para o norte e depois 1,2 quilômetros para o leste até se conectar com a ponte.
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Atualmente, estão em andamento os trabalhos de dragagem, limpeza e desobstrução da área, juntamente com a instalação de cercas. Também estão sendo realizadas obras de drenagem na avenida principal Carmelo Peralta.
Conexão com a Ásia
Uma das oportunidades que o corredor trás para o Brasil é a maior conexão com a Ásia, através da ligação com o oceano Pacífico, o que facilita o escoamento da produção brasileira para o continente. Atualmente, a Ásia já é responsável por quase metade das exportações brasileiras, além de responder por 35,09% das importações.
Veja fotos da Ponte da Rota Bioceânica
A China é o maior parceiro comercial brasileiro, e a sua população de 1,4 bilhão de habitantes, assim como da Índia, com 1,3 bilhão, demanda em larga escala commodities produzidas no Brasil. Entre elas estão soja, minério de ferro, derivados de petróleo, carnes e celulose.
Quais devem ser os impactos da nova rota?
Uma transação comercial entre Brasil e Ásia demora atualmente cerca de 30 dias. A expectativa é que esse tempo seja reduzido para 10 dias com o Corredor Bioceânico, o que deve resultar na redução de custos e barateamento de produtos.
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O tempo de exportações e importações também deve ser reduzido para a Oceania e costa oeste dos Estados Unidos. Ainda, o projeto deve resultar no crescimento socioeconômico e ambiental, especialmente para a população fronteiriça.
O corredor terá pontos estratégicos para o escoamento de cargas do Centro-Oeste brasileiro como os portos fluviais localizados na cidade de Porto Murtinho. Ao entrar no Paraguai, cruzará o território em Carmelo Peralta, seguindo por Mariscal Estigarribia até Pozo Hondo, fronteira com a Argentina.
Em território argentino o trajeto seguirá pelas cidades de Misión La Paz, Tartagal, Jujuy e Salta. O ingresso no Chile acontecerá via Passo de Jama passando pela cidade turística de San Pedro de Atacama e em seguida Calama, acesso principal para os portos de Antofagasta, Mejillones e Iquique.












