Naufragado há mais de um século no canal portuário de Itajaí, a saga do navio Pallas se aproxima do fim. Na manhã dessa segunda-feira (25), a Superintendência do Porto de Itajaí assinou um convenio com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) para a realização de estudos técnicos que devem viabilizar possibilidades de como remover os destroços da embarcação.
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O Pallas descansa no fundo do rio desde 1893, e está localizado entre as boias 9 e 11, próximos à Bacia de Evolução nº 2, reduzido à pedaços e escombros, a carcaça do navio impede o aprofundamento daquela área e, consequentemente, limita a capacidade de navios de maior porte passarem pelo Porto de Itajaí futuramente.
Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a assinatura do convênio é uma etapa essencial para garantir o avanço contínuo do terminal portuário.
— A remoção dos destroços do Pallas é um passo decisivo para qualificar o canal, ampliar a segurança da navegação e criar condições para receber navios de grande porte — afirma.
Segundo a Superintendência do Porto de Itajaí, a remoção do navio deve permitir, futuramente, a realização da dragagem de adequação da Bacia de Evolução nº 2, que terá 530 metros de diâmetro. A ampliação deve aumentar a segurança das manobras, melhorar a produtividade das operações e fortalecer a competitividade do complexo.
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Naufrágio foi há mais de um século
A embarcação foi construída na Inglaterra em 1891, e era considerada moderna para a época. O navio era usado para carregar alimentos e passageiros entre Rio de Janeiro e Buenos Aires, com passagens por Itajaí, provavelmente para abastecimento.
O Pallas afundou em 25 de outubro de 1893, durante a Revolta Armada. Acredita-se que o naufrágio aconteceu após o comandante se recusar a apoiar os revoltosos que tentavam derrubar Floriano Peixoto. Além disso, o navio também foi saqueado e perdeu objetos de valor.
A revolta foi um movimento militar ocorrido entre 1893 e 1894, liderado por setores da Marinha brasileira contrários ao governo de Floriano Peixoto, então presidente da República. Os revoltosos exigiam novas eleições, alegando que Floriano assumira o poder de forma ilegítima após a renúncia de Deodoro da Fonseca.
A rebelião teve episódios marcantes no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, com confrontos navais e bombardeios. Apesar da força dos insurretos, o governo conseguiu sufocar a revolta, consolidando a autoridade do regime republicano recém-instalado no Brasil.
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