O rompimento da barreira dos US$ 100 pelo barril de petróleo forçou o governo de Donald Trump a um movimento que estremeceu a diplomacia ocidental: a suspensão temporária de sanções contra o óleo russo. A medida, duramente criticada pela União Europeia, revela o desespero das potências para conter a inflação nas bombas

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No Brasil, esse cenário não é apenas notícia externa, mas o gatilho para uma retrospectiva dolorosa de como o país já tentou “domar” os preços no grito — e o preço alto que pagamos por isso.

Do congelamento à greve: o laboratório brasileiro

A história brasileira é rica em tentativas de blindar o consumidor, muitas vezes à custa da saúde financeira da Petrobras. Entre 2011 e 2014, o governo segurou os preços artificialmente para conter a inflação, o que resultou em prejuízos bilionários para a estatal e uma defasagem crítica em relação ao mercado internacional. 

Outro marco foi a greve dos caminhoneiros em 2018, que forçou a criação de um subsídio direto ao diesel, uma conta de bilhões de reais que saiu do Tesouro Nacional para apaziguar as rodovias.

Teto do ICMS e a herança fiscal

Mais recentemente, a classificação dos combustíveis como “bens essenciais” (LC 194/22) limitou o ICMS estadual, trazendo alívio imediato, mas gerando um racha federativo sem precedentes. Governadores acusaram a União de intervir na arrecadação local, afetando orçamentos de saúde e educação. 

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Agora, em 2026, com novas medidas de subvenção ao diesel sendo discutidas em Brasília, o mercado se pergunta: estamos corrigindo o rumo ou apenas repetindo fórmulas que, no passado, desequilibraram as contas públicas?

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*Com edição de Luiz Daudt Junior.