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Política

Prefeito de Canoinhas renuncia ao cargo horas antes de votação sobre impeachment

Defesa de Beto Passos afirma que decisão não tem relação com a denúncia que seria analisada pela Câmara de Vereadores

05/04/2022 - 19h29 - Atualizada em: 05/04/2022 - 20h06

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Hassan
Por Hassan Farias
Beto Passos (PSD) foi preso na semana passada durante operação do Ministério Público
Beto Passos (PSD) foi preso na semana passada durante operação do Ministério Público
(Foto: )

O prefeito de Canoinhas, Beto Passos (PSD), renunciou ao cargo na tarde desta terça-feira (5), poucas horas antes da Câmara de Vereadores votar se aceitava a denúncia que pedia o impeachment do chefe do Executivo. O político está preso desde a semana passada após operação do Ministério Público de SC.

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A renúncia foi enviada por e-mail para a Câmara de Vereadores durante a tarde e foi lida na sessão realizada no início da noite. O prefeito informou que abre mão do cargo por motivos pessoais. O advogado de defesa, Marlon Charles Bertol, reforçou que a decisão não tem relação com o pedido de impeachment no Legislativo.

Mesmo com a renúncia, a Câmara de Vereadores votou o pedido para instaurar o processo de impeachment de Passos e do vice, Renato Pike (PL). A solicitação de procedimento para cassação dos mandatos foi aprovada por unanimidade.

Com isso, foi montada por sorteio uma comissão avaliadora que deve conduzir os trabalhos. A presidente será Silmara Gontarek (UB), o relator Marcos Homer (Podemos) e o membro Maurício Zimmermann (PL).

Prefeito e vice de Canoinhas foram presos na semana passada durante operação do Ministério Público que investiga os crimes de corrupção e fraudes em licitações em cidades do Planalto Norte de Santa Catarina.

A renúncia de Beto Passos não muda o atual cenário da prefeitura de Canoinhas. Pela ordem, assumiria o cargo o vice Renato Pike, que permanece preso. Com isso, se mantém na cadeira de prefeito o presidente da Câmara, Willian Godoy.

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Entenda a operação

Beto Passos e Renato Pike foram presos na sétima fase da Operação Et Pater Filium, que apura crimes de organização criminosa, peculato, fraudes à licitação, corrupção e lavagem de dinheiro referentes a contratos de prestação de serviços nas áreas de educação e infraestrutura.

Esta força-tarefa é fruto do desdobramento das investigações realizadas das fases anteriores da operação que se apuraram crimes contra a administração pública e outros na região do Planalto Norte, envolvendo agentes públicos e particulares.

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Em agosto de 2020, o prefeito Orildo Antônio Servegnini, de Major Vieira, e o filho dele, Marcus Vinícius, foram presos na operação Et Pater Filium. Na ocasião, o prefeito também era presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam).

Em julho de 2021, o prefeito Adelmo Alberti, de Bela Vista do Toldo, também foi preso na quarta fase da operação Et Pater Filium. No último dia 25, a esposa dele, Maria Emília Schiessl Alberti, também foi presa durante a quinta fase da mesma operação.

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