A prefeitura mudou os planos sobre a contratação emergencial de uma empresa para colocar porteiros na entrada de escolas e creches públicas municipais de Blumenau. Em vez de terceirizar o serviço para uma empresa privada, o governo decidiu chamar os profissionais que fizeram o concurso para Admissão em Caráter Temporário (ACTs) para o cargo de agente de vigilância no ano passado.

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A decisão foi apresentada na Câmara de Vereadores, na Comissão Especial sobre Segurança nas Escolas e CEIs, na tarde desta sexta-feira (19), pelo secretário de Segurança Pública, Alexandre Vargas.

Ao todo, 77 profissionais foram aprovados para o cargo de agente de vigilância no concurso do ano passado e serão chamados a se apresentar na prefeitura na quarta-feira (24), caso tenham interesse em assumir uma das 250 vagas. O restante dos postos de trabalho será preenchido com uma chamada extra que a prefeitura de Blumenau irá fazer no dia seguinte.

A proposta é contratar dois agentes de vigilância por escola e creche. Um trabalha das 6h às 15h, e o outro das 9h30min às 18h30. Com isso, entre 9h30min e 15h, cada unidade terá uma dupla atuando.

Os profissionais não estarão armados.

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Com essa mudança de planos, a prefeitura vai cancelar o processo de contratação emergencial. Seis empresas tinham manifestado interesse em prestar o serviço.

Saída dos vigilantes armados

A Orcali vai parar de prestar o serviço de segurança armada nas escolas e creches públicas municipais de Blumenau no dia 26 de junho. A prefeitura ia renovar o contrato, que acabou há quase dois meses, mas a empresa se tornou impedida de firmar novos contratos após uma investigação do Gaeco apontar pagamento de propina a agentes públicos.

A prefeitura anunciou então que faria uma contratação emergencial de porteiros, sem armas, para assumir o serviço. O governo chegou a pedir orçamentos a empresas do setor e seis apresentaram propostas. Porém, agora com a possibilidade de fazer através de contratação de ACTs, a contratação emergencial será suspensa.

Relembre a operação Sentinela

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, no mês passado, a operação Sentinela, com o cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão em Blumenau, Florianópolis e Itajaí, e bloqueio de R$ 779 mil do grupo Orcali, de dois servidores suspeitos e de três empresários.

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Foi a Orcali, de Florianópolis, quem assumiu o serviço da segurança nas escolas em 2023, mas com os indícios de irregularidades, a Justiça determinou em maio deste ano que o grupo não seja contratado por qualquer órgão público do país por tempo indeterminado. O governo de Blumenau anunciou na segunda-feira (8) que não iria renovar o contrato com a empresa.