Um bloqueio bilionário e uma base de operações estratégica em Brasília colocaram o empresário e pastor Fabiano Zettel novamente no centro de uma ofensiva da Polícia Federal. Cunhado de Daniel Vorcaro e peça-chave na estrutura do grupo investigado por fraudes financeiras, Zettel é alvo de uma medida judicial que congelou R$ 22 bilhões em ativos. A operação, que mira conexões com o Banco Master e o uso de imóveis de luxo como “hubs” de negócios, revela os bastidores de um esquema de engenharia financeira que agora estremece o cenário empresarial e político.
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Fora do mundo dos negócios, Zettel ganhou destaque no cenário político em 2022, quando figurou na lista dos principais doadores de campanha para o então candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) e para o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O perfil do empresário e o fundo Moriah
Além do vínculo familiar, Fabiano Zettel mantém uma estreita parceria societária com o cunhado, Daniel Vorcaro. O empresário, que também atua como pastor evangélico, ocupa o cargo de CEO da Moriah Asset, um fundo de private equity com portfólio diversificado, incluindo investimentos nos setores de suplementação fitness e agronegócio (fruticultura).
As investigações apontam que a relação entre Zettel e Vorcaro ultrapassa a gestão de ativos. Ambos são sócios em empresas como a Super Empreendimentos.
A companhia é proprietária de um imóvel avaliado em R$ 36 milhões, localizado em Brasília. Segundo os investigadores, o endereço funcionava como uma espécie de “hub” ou base de operações para os negócios de Vorcaro na capital federal.
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Histórico de prisões e bloqueio bilionário
O empresário e pastor Fabiano Zettel já havia sido alvo de uma ofensiva da Polícia Federal em janeiro deste ano, quando foi preso temporariamente. Na ocasião, a ordem judicial partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.
A investigação da PF busca agora esclarecer conexões entre Toffoli e o cunhado de Zettel, Daniel Vorcaro, no âmbito de processos que envolvem o Banco Master.
Apesar do caráter temporário das prisões, o grupo investigado enfrenta um bloqueio de ativos de até R$ 22 bilhões, determinado pelo ministro do STF André Mendonça no âmbito do caso Banco Master. A medida atinge as empresas do grupo conhecido como “A Turma”, no qual Daniel Vorcaro é apontado pelos investigadores como o articulador e Fabiano Zettel como peça-chave da estrutura operacional. O confisco bilionário visa assegurar o ressarcimento ao sistema financeiro e garantir a continuidade das apurações sobre as supostas fraudes.
Quem é Vorcaro, dono do Banco Master
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*Com edição de Luiz Daudt Junior.






