nsc
    dc

    Repercussão

    Senadores de SC avaliam decreto do governo para explorar concessão de unidades básicas do SUS

    Decreto que inclui política de atenção primária em saúde dentro do programa de concessões e privatizações foi publicado nesta terça

    28/10/2020 - 13h03 - Atualizada em: 28/10/2020 - 15h18

    Compartilhe

    Por Guilherme Simon
    Senadores catarinenses Jorginho Mello, Esperidião Amin e Dário Berger
    Senadores catarinenses Jorginho Mello, Esperidião Amin e Dário Berger
    (Foto: )

    Senadores de Santa Catarina comentaram nesta quarta-feira (28) o decreto do governo federal que coloca as unidades básicas de saúde do SUS dentro do escopo de interesses do programa de concessões e privatizações no governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

    > Governo tenta conter crise gerada por decreto que explora concessão de UBS

    Em entrevista, Esperidião Amin (PP) frisou que ainda precisa conhecer melhor a medida, mas adiantou avaliar a iniciativa “válida em nível de estudo, desde que seja para fortalecer o SUS (Sistema Único de Saúde)”.

    O senador disse ainda que “não tem preconceito” com a possibilidade de parcerias com a inciativa privada para as unidades básicas, o que segundo ele já demonstra “bons resultados” na média e alta complexidade de saúde.

    > Cidades da Grande Florianópolis reforçam fiscalização para impedir aglomerações no feriado de Finados

    Já o senador Dário Berger (MDB) se manifestou por meio da assessoria de imprensa. Ele declarou que recebia “com surpresa esta informação”. Berger também afirmou que “precisa conhecer melhor a ideia”, mas adiantou que, “preliminarmente, me parece preocupante”.

    O senador Jorginho Mello (PL) também se manifestou por meio da assessoria, afirmando que aguarda o estudo avançar um pouco mais para uma melhor avaliação.

    > Quer receber notícias por WhatsApp? Inscreva-se aqui

    Entenda

    O decreto que inclui a política de atenção primária em saúde dentro do programa de concessões e privatizações foi publicado na terça-feira (27) no Diário Oficial da União.

    Na prática, o texto prevê que sejam feitos estudos "de parcerias com a iniciativa privada para a construção, a modernização e a operação de unidades básicas de saúde". A ideia do governo é estruturar projetos-piloto para esse tipo de parceria.

    > ''Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina'', diz Bolsonaro

    A medida gerou reação de especialistas e entidades em saúde, que temem uma "privatização" na área, hoje um dos pilares do atendimento no sistema público. O decreto é assinado pelo presidente Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

    > PF conclui que Moisés não cometeu crime na compra dos respiradores

    > Policial de Blumenau expõe dados e ameaça jovem que fez acusação sem provas nas redes sociais

    > "Entendo que vacina não é questão de Justiça, é questão de saúde", diz Bolsonaro

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Política

    Colunistas