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Falsos namoros

Suspeito de aplicar golpes pela internet é preso em Blumenau

Cidade foi a única de SC que teve mandados cumpridos; operação é comandada por delegacia de São Paulo

15/12/2020 - 09h24 - Atualizada em: 15/12/2020 - 19h42

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Bianca
Por Bianca Bertoli
Homem foi preso na manhã desta terça-feira
Homem foi preso na manhã desta terça-feira
(Foto: )

Um homem de 32 anos foi preso em Blumenau na manhã desta terça-feira (15) em uma operação comandada pela Polícia Civil de São Paulo. Batizada de Anteros, a ação tenta desarticular uma organização criminosa que extorquia as vítimas após falsos relacionamentos amorosos pela internet.

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O suspeito, natural da Nigéria, estava em um imóvel da Rua Conde D’eu, no bairro Vila Nova. Ele foi preso preventivamente pelos agentes de Blumenau e celulares foram apreendidos para análise da delegacia responsável pelas investigações, em Presidente Prudente (SP). O homem ficará detido em Blumenau por enquanto. Se preciso, a transferência a São Paulo ocorrerá.

Conforme a instituição paulista, além de Santa Catarina, outros cinco estados cumpriram mandados de prisão e busca e apreensão. Blumenau foi a única cidade catarinense a participar da operação. As investigações duraram mais de um ano. Os agentes descobriram uma complexa organização criminosa, que possui tentáculos em diversos países e grande atuação no Brasil.

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Conhecidos por “romance scammers”, os criminosos são especializados em golpes na internet utilizando perfis falsos. Primeiro, através de redes sociais ou por aplicativos de namoros virtuais, enviavam solicitação de amizade a potenciais vítimas, em especial funcionários públicos e idosos com maior poder aquisitivo.

Depois, iniciavam um namoro virtual e conseguiam fotos e vídeos íntimos das vítimas. Com o material em mãos, iniciavam as extorsões.

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Crime antigo

Esse tipo de crime, segundo os investigadores, ocorre desde 2014, mas muitas vítimas, por vergonha, constrangimento e medo, acabam não denunciando. Mesmo assim, estima-se, contando as subnotificações, 2 mil vítimas em todo o Brasil nos últimos três anos. O prejuízo é de cerca de R$ 250 milhões.

Foram indiciadas 210 pessoas. A Justiça também autorizou 181 prisões preventivas, 216 mandados de busca e apreensão e o sequestro de R$ 5 milhões (entre bens móveis e imóveis), além do bloqueio e também sequestro bancário de 329 contas.

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