Vacina da Covid-19 em SC: o que se sabe até agora sobre os planos de imunização

Estado espera seguir plano do governo federal, prometido para janeiro, mas iniciativas de municípios correm atrás de vacinas de forma independente

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Países como EUA, Inglaterra e Canadá já começaram a vacinação (Foto: Carlos Osorio / Pool / AFP)

Enquanto a vacinação contra o coronavírus começou em vários países nas últimas semanas, municípios de Santa Catarina e o governo do Estado correm atrás de doses para imunizar a população. Acordos iniciais foram assinados e os primeiros detalhes sobre o plano de vacinação para 2021 começaram a ser divulgados, embora ainda sem datas ou a definição de qual vacina será utilizada.

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O governo de SC trabalha com a estimativa inicial de vacinar cerca de 2,8 milhões de pessoas contra o coronavírus em 2021, o que representa 38,6% da população do Estado, hoje em 7,2 milhões de habitantes. Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Raquel Ribeiro Bittencourt, o número representa os grupos prioritários para a imunização.

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A primeira fase de prioridade deve ter a vacina direcionada a trabalhadores da saúde, indígenas, idosos acima de 75 anos e idosos com mais de 60 anos que moram em instituições de longa permanência.

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A segunda fase será direcionada a pessoas de 60 a 74 anos, e a terceira, ao público com comorbidades. A quarta e última fase prioritária da vacina deve abranger professores, forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional. Ainda não há prazo estabelecido para todas as fases.

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As vacinas

AstraZeneca

Também conhecida como “vacina de Oxford”, a vacina do laboratório britânico é a principal aposta do governo brasileiro, o que pode fazer dela a primeira a ser distribuída para SC e outros estados em um plano do Ministério da Saúde.No Brasil o laboratório tem como parceiro o instituto Fiocruz, no Rio de Janeiro, e um contrato de compra de 100,4 milhões de doses do imunizante já foi anunciado pelo ministério para o primeiro semestre de 2021. No segundo semestre a Fiocruz poderia produzir mais 160 milhões de doses.

O imunizante está na terceira fase de testes e até agora apresentou uma taxa de eficácia média de 70%, com variações entre 62% e 90% que chamaram a atenção de especialistas no mundo inteiro, apontando erros na condução dos testes. Isso atrasou o pedido de liberação da vacina no Brasil, que deve ser feito na Anvisa.

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Pfizer

O Ministério da Saúde anunciou a negociação de 70 milhões de doses da vacina do laboratório norte-americano Pfizer. A vacina já foi aprovada em alguns países e está sendo aplicada nos Estados Unidos e na Inglaterra. O que dificulta a distribuição dela no Brasil é a logística, pois as doses precisam ser mantidas em uma temperatura de -70ºC, o que demanda o uso de refrigeradores especiais pouco comuns na rede de saúde brasileira. O governo de SC já disse que está negociando a compra desses refrigeradores, e a prefeitura de Florianópolis confirmou que possui um equipamento capaz de armazenar a vacina na temperatura adequada.

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Por estar encaminhada nas negociações do Ministério da Saúde, a vacina pode também ser uma das primeiras distribuídas aos estados.

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CoronaVac

Desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, a CoronaVac chegou no Brasil através de uma parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. É com essa vacina que o governo de SP pretende começar a imunização no estado em 25 de janeiro, embora ainda dependam de resultados finais dos testes e de liberação da Anvisa.

A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) assinou um protocolo de intenções com o Butantan para compra da CoronaVac na última quinta-feira (10). Com a oficialização da parceria, as prefeituras de SC poderão adquirir o imunizante assim que a fórmula for aprovada pela Anvisa. Nos próximos dias a Fecam deve também encaminhar um pedido de “reserva” de 500 mil doses com o Butantan. Essa quantia estaria à disposição do Estado ou de consórcios de municípios.

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Paralelamente, a Secretaria de Estado da Saúde de SC também trata a CoronaVac como um “plano B” caso o Ministério da Saúde demore para implantar uma estratégia nacional. O governo catarinense já conversou com o laboratório chinês e admite a possibilidade de comprar a vacina por conta própria.

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Sputnik V

A vacina criada na Rússia e que já está sendo usada para imunização dos moradores do país entrou no radar dos catarinenses nos últimos dias. Fora dos planos do Ministério da Saúde, a vacina poderá ser fabricada no Brasil através de uma parceria com o Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná), braço do governo estadual que firmou parceria com o Fundo Russo de Investimento Direto, detentor da patente da Sputnik V.

A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) está negociando uma possível parceria com o governo do Paraná com o objetivo de deixar o caminho aberto em SC para a vacina russa caso ela seja aprovada pela Anvisa. A Fecam ainda negocia uma agenda com o Tecpar, mas a expectativa da diretoria da federação é ir até Curitiba na semana que vem, no dia 21 de dezembro.

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GRAd-COV2

A vacina italiana, desenvolvida pela empresa ReiTech em parceria com o Instituto Nacional para Doenças Infecciosas Lazzaro Spallanzani, de Roma, está alguns passos atrás na corrida, mas tem negociações diretas com Santa Catarina. O governo catarinense estuda uma parceria com a Itália para trazer a fase de testes do imunizante ao Estado.

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Segundo o governo, a proposta seria realizar a fase 3 de testes da vacina italiana em parceria com a UFSC, o que poderia abrir as portas para uma futura transferência de tecnologia.

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