O Literarium Café vai continuar movimentando as noites de calor em Joinville. O estabelecimento, que abriu um bar com coquetéis e cervejas em meados de dezembro, vai manter o horário estendido de atendimento durante toda a temporada de verão. Assim, o café-bar fica aberto das 12h às 22h de segunda-feira a sábado.

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A partir das 18h, o local para de servir café e as mesas são colocadas na calçada. Os clientes podem pedir cervejas e coquetéis, além das delícias da cozinha que tem um cardápio exclusivo e assinado por uma chef vencedora de um reality culinário.

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Literarium Café

O tradicional café, que também é uma livraria e um bar, chegou a Joinville como uma nova fase na carreira do empreendedor Guilherme Vargas Buch — que antes era proprietário da cafeteria Giostri.

reinauguração dos negócios ocorreu na casa centenária que fica na Rua Sete de Setembro, bem no Centro da cidade, em agosto de 2025.

Imóvel centenário é tombado

Ainda no século 19, antes de 1880, o terreno da casa em que atualmente funciona o Literarium pertencia à região de porto, com grande movimentação de pessoas entre Joinville e São Francisco do Sul. Em algum momento, o local foi desapropriado e depois passou a ser da tradicional família Colin.

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Fotos antigas mostram casa centenária

Durante décadas, Rodolfo Colin, então presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij) e sua esposa, Maria Sofia Colin, residiram na construção de tijolos maciços. Mais tarde, a propriedade passou para o filho Norberto Colin e a esposa Albertina. 

Em 2006, a casa foi vendida para uma imobiliária e posteriormente passou a ser a sede de uma autoescola. Neste ano, quando Guilherme decidiu transformar o espaço em uma cafeteria, a arquiteta Anne Soto, especializada em revitalização de imóveis históricos e tombados, realizou um levantamento com estudo sobre o imóvel. A partir disso, a casa centenária passou por reformas que viabilizassem o uso do estabelecimento. 

Em 2009, a casa foi oficialmente tombada pelo município. Em 2022, foi incluída no Inventário do Patrimônio Cultural de Joinville (IPCJ), com o nível de preservação parcial.

O historiador Mateus Carle explica que a casa tem detalhes bem característicos da época, como um porta-bandeira acima da porta principal onde eram colocados os brasões das famílias, o telhado em

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